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26/03/12

Rir é o melhor remédio - Entrevista: Eduardo Lambert - Por Angelo Medina


Médico explica porque rir faz bem à saúde. Riso, autoestima, amor próprio e qualidade de vida sintetizam a terapia do riso.


Contrair os músculos da face em conseqüência da alegria, ou mais precisamente, rir, pode ser o melhor remédio. O médico Eduardo Lambert, especializado em terapias holísticas, autor do livro, A Terapia do Riso, Editora Pensamento, considera o riso como uma terapia, que tem o objetivo de levantar o astral das pessoas, envolvendo autoestima, amor próprio e o bom humor.
Nesta entrevista ao Vya Estelar, Eduardo explica porque rir faz bem à saúde. Saiba quais são os órgãos afetados pelo ciúme e a inveja.

Vya Estelar - O que é a terapia do riso?
Eduardo - A terapia do riso ou a risoterapia é um método terapêutico existente desde a década de 60. Foi propagado pelo médico americano Hunter Adams chamado de "Patch Adams", que desde a sua época de estudante já implantava este método em hospitais e escolas. Ele observou o baixo estado de alegria e de humor em seus doentes. Então, resolveu introduzir a terapia do riso, ou seja, um descondicionamento de atitudes e hábitos perniciosos arraigados na personalidade para viver com amor e felicidade; envolvendo auto-estima, amor próprio e o bom humor.

Vya Estelar - Por que rir faz bem à saúde?
Eduardo - O riso é um grande estimulador, suficiente para mandar uma ordem para o seu cérebro, a nível do hipotálamo, e sintetizar as endorfinas, mais precisamente as betas endorfinas, que são substâncias analgésicas similares as morfinas, mas com potência analgésica cem vezes maior. Estas substâncias são produzidas nas situações de riso, gargalhadas, alegria ou em toda a situação que te dá um certo bom humor.

Vya Estelar - Dentro desta escala haveria um benefício maior entre rir, sorrir, dar uma risada ou uma gargalhada?
Eduardo - Quanto mais gostosa a gargalhada ou mais efusiva a risada, maior será a síntese de produção de endorfinas, que podem ser chamadas inclusive de hormônios da felicidade. Não havendo assim uma escala para cada uma destas situações. Porque você pode ter uma gargalhada ou sorriso com uma intensidade maior ou menor. O que conta é qualidade desta gargalhada, desta risada ou deste sorriso. Isto vai ser sentido na sensação de bem estar, quanto maior for, maior será a síntese de betas endorfinas.

Vya Estelar - O processo de cura sempre se dá pela produção de betas endorfinas no cérebro?
Eduardo - O processo de cura está ligado às betas endorfinas porque elas melhoram a circulação, a pressão arterial, relaxam os vasos, melhoram as defesas orgânicas contra infeções e alergias.

Vya Estelar - Qual é a relação do riso com os movimentos da musculatura da face?
Eduardo - O movimento da musculatura facial emite uma ordem para o cérebro produzir as endorfinas.


Vya Estelar - Rir ajuda a combater o infarto e doenças coronárias?
Eduardo - Ao rir você vai ter uma proteção cardiovascular, uma proteção vascular contra anginas, contra infartos, contra derrames e doenças vasculares. Não só a nível cardíaco como a nível cerebral. Porque o riso permite um relaxamento que ajuda a normalizar a respiração arterial. Se as pessoas tivessem o hábito de rir várias vezes ao dia, estariam amenizando a descarga de adrenalina no organismo e permitindo uma descarga de endorfinas.

Cuidado!

Pessoas mal humoradas, impacientes, irritadas, contrariadas, rígidas (inclusive consigo mesmas) e autoritárias vivem num processo de tensão muito maior e esta tensão propicia uma descarga muito maior de adrenalina e conseqüentemente uma pré-disposição maior para acidentes vasculares como os infartos, as anginas e até os derrames.

Vya Estelar - Quais são os órgãos beneficiados?
Eduardo - Fígado, coração e o aparelho digestivo são os mais beneficiados. As emoções negativas afetam o organismo. A inveja afeta o fígado, o ciúme pode afetar os órgãos do peito e do coração, o autoritarismo pode afetar o fígado e os rins; e provocar a formação de tumores e câncer.

Vya Estelar - Em quanto tempo a terapia do riso acelera o processo de cura?
Eduardo - Ao ativar o estado de alegria fazendo a pessoa sorrir, rir e gargalhar, aliadas também a outras terapias que ativam as endorfinas, como a terapia homeopata, a *terapia floral e a medicina ortomolecular, observamos que as melhoras são muito mais rápidas. Antes, as doenças demoravam um pouco mais para atingir uma melhora. Os dados são apenas baseados na observação clínica. Hospitais nos Estados Unidos que empregam a terapia do riso, observam que a melhora é mais rápida e o tempo de internação é menor. *A medicina ortomolecular e a terapia floral não são reconhecidas como especialidades pelo CFM - Conselho Federal de Medicina, por serem destituídas de comprovação científicas suficientes.

Vya Estelar - Existiria um tempo determinado para a prática, da terapia do riso, pois num hospital nos EUA, em Houston (Texas), médicos e enfermeiras contam diariamente 15 minutos de piadas?
Eduardo - Acho que as pessoas deveriam dar dez olhares gostosos, dez sorrisos ou gargalhadas, dez abraços ou dez beijos, rir em conjunto é melhor porque é contagiante. É uma terapia bilateral que envolve a comunicação consigo mesmo e com o outro.
"Eu gosto de sorrir para mim."
Rir, sorrir e relaxar, sempre que possível. Ao acordar chegue no espelho e dê uma olhada em você com amor, carinho e ternura e dê um sorriso de bom dia para você. Goste de você e valorize todas suas qualidades.

Vya Estelar - A tristeza é uma doença?
Eduardo - A depressão pode não ter motivos ou uma causa aparente, porque os motivos estão a nível inconsciente e em níveis profundos. Mas a tristeza tem motivos. Algo aconteceu e tirou o indivíduo de seu estado de equilíbrio e de alegria. A tristeza pode levar a uma doença física, pois a quebra do estado geral energético pode somatizar doenças.

Vya Estelar - Por que trabalhar com a terapia do riso e escrever este livro?
Eduardo - Porque está faltando para as pessoas a alegria de viver. Nos fomos gerados com alegria e amor pelo nosso Criador. E a gente vai perdendo esta alegria diante das circunstâncias de vida.

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