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09/03/12

ALINHAVOS SOBRE O DIA DA MULHER - Por João Soares Neto

É BOM SABER... QUE A FRASE DA IMAGEM É DE OSCAR WILDE E NÃO DE VINÍCIUS COMO HAVIA VISTO NA INTERNET!!!


         Será  que ainda precisamos  comemorar  o  Dia  da  Mulher?  O  mundo  tem  mudado como um míssil. Quem era fraco passou a ser forte. Seria o caso da mulher? Quem era oprimido se liberta. Seria o caso da mulher? Quem sofria preconceito passou a ser referência. Seria o caso da mulher? Quem sustenta a família é o chefe dela. Seria o caso da mulher? Quem chefia empresas dá ordens. Seria o caso da mulher?  Quem ia para a guerra era forte. Seria o caso da mulher?  Creio que essas perguntas não cabem mais. Ou cabem?  Decida.
Quais seriam as mulheres que merecem ser lembradas? Claro que você deve rememorar e reverenciar mulheres, no singular ou plural. Mas no imaginário dos homens há mulheres que poderiam ou careciam ser lembradas. Aqui e alhures. Quem você recordaria na sua cidade, no seu estado, no Brasil e no mundo? Podem ser ocupadas ou desocupadas. Domésticas, profissionais liberais, servidoras públicas, cientistas, executivas, políticas, religiosas, militares, ativistas sociais, o que for. O tempo de hoje não permite proibição. Veja quem se destaca no que faz, seja qual a atividade escolhida. Não esqueça de parar um pouco e pensar. Imagine-se convidando essa pessoa – e ela aceitando - para um encontro a dois.
Onde e quando seria tal encontro? Um almoço ou jantar? Capricharia na roupa ou sairia com a que está no trabalho? Levaria flores ou outro mimo? Que bebida você pediria? Um destilado, vinho, cerveja, refri ou uma simples água? Respeitaria a preferência dela? Qual a entrada para acompanhar a bebida?  Dividiriam um prato? Ou cada um escolheria o seu? Dize-me o que comes; eu te direi quem és, falava Brilliant-Savarin, escritor francês. Falariam sobre música? Qual gênero? Cantor (a) preferido (a)? Cidades que gostam? Falariam de seus passados ou questionariam o presente? Será que ela ou você sabe o que é resiliência?
 Essa palavra tem origem na engenharia e mostra a capacidade e o tempo que um material leva para se recompor, como algo que é comprimido e, em seguida, solto. Agora, a psicologia adotou a palavra para dizer se nos recuperamos rapidamente, voltando ao estado normal, ou ficamos remoendo o passado. O resiliente sabe que foi chamuscado, mas aquilo logo passa. Tudo volta ao normal. E o que é o normal?
Voltemos ao encontro. Faltando luz, você ficará aflito? Ou tomará a mão de sua companhia e dirá: não se preocupe, estou aqui. Lembro do que aprendi comigo mesmo: ninguém completa ninguém. Você não se basta, mas não tem vazio ou falta pedaço. Isso é bobagem de livro de auto-ajuda. Os desejos, quase sempre, não são semelhantes. Dialogue com a sua companhia sobre limites ou a falta deles. Encontro não é farsa. É aconchego. Caso seja romântico tente assobiar ou solfejar uma música do seu agrado. Qual seria a reação dela? Franziu a testa ou sorriu aprovando? Não faça gênero, seja o que é, se deseja voltar a encontrar com ela. No tal dia, se acontecer, ela descobrirá que tudo era fingimento ou confirmará a sua personalidade. Não crie grandes esperanças, Carpe diem.  O passado já era. O presente se cria e o futuro a Deus pertence. Salvo para os ateus.
RECEBI DO MEU PRIMO JOÃO, O AUTOR... E COMO GOSTEI, LOGO POSTEI. É SEMPRE ASSIM!

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