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23/12/10

É HORA DE ESFRIAR A CABEÇA! Boas férias!!!


Boas férias!!!

Curta intensamente cada fração de segundo,  aproveite tudo o que você tem direito e um pouquinho mais. Onde quer que você vá, nunca se esqueça...
“Quando achar que para ser feliz e alcançar seus objetivos, tem que ir para outro lugar, pense na árvore imponente. Ela cresce e prospera usando simplesmente o que tem disponível à sua volta. É maravilhoso poder mover-se e fazer tantas coisas acontecerem...mas em tudo que você faça, para todos os lugares que possa ir, nunca despreze o que você já conquistou, pois a riqueza e a satisfação não vêm de se conseguir mais, e sim do uso pleno daquilo que você já tem disponível ao seu alcance”.
Até a volta!  BJO MEU, TÂNIA

A LITERATURA DA VIDA - Tânia Caminha O'Grady Felipe

Artigo publicado na última Revista AMAE EDUCANDO desse ano: nov. 2010 - Revista 376.
 
 

A LITERATURA DA VIDA


        A literatura é uma arte – a arte da palavra escrita – fruto da sensibilidade e inteligência humanas, com várias funções específicas, entre elas a de comprometer, engajar o autor e o leitor com a realidade, o mundo e o momento em que vivem.
        A vida também é uma arte, a arte do aprendizado constante na luta pela subsistência, na troca de experiências do convívio humano e no desejo incessante para que ela seja cada vez mais digna e melhor para todos.
        Vivemos numa busca contínua de uma cultura de paz,  justiça, beleza e perfeição. Fomos criados para isso e mesmo que estejamos atolados nas incompreensões e injustiças, um ímã poderoso nos atrai para o alto. Algumas vezes somos amarrados a coisas passageiras em nossa batalha diária,  podados em nossos ideais, e nossas asas, feitas para o vôo sem limites, permitimos que sejam cortadas.
        É necessário construir novas pontes, inventar trampolins, providenciar viadutos, o importante é sempre fazer uso da criatividade para vencer os desafios. Afinal, o aprendizado não pode estacionar.
        Está dentro de cada um o segredo da conquista, aliás, todas as respostas estão em nós mesmos. Descobri-las? Por que não? Só precisamos de ousadia e coragem para empreender essa viagem.
        Penso que devemos viver a realidade com os pés no chão, mas também por que de vez em quando não caminhar entre as estrelas?
        Sonhar é a catarse do espírito. Viver não é só lutar. Alimentar sonhos, acariciar crianças, conversar com as flores também é permitido. Se vivermos apenas para trabalhar, ter, calcular, gastar, possuir...onde estará a verdadeira alegria?
        Fazer de nossas vidas um poema, de versos livres ou metrificados, bordados de ternura ou de lágrimas, criar rimas ricas ou simplesmente viver sob o signo da imaginação, porém a última estrofe deve ser sublime, deve ser a “chave de ouro” dos sonetos clássicos.
        Se pensarmos nisso, concluiremos que, realmente, nossa vida se assemelha a um livro cuja história cada um escreve como quer, dentro do gênero a que melhor se adapta: o lírico, o épico ou o dramático, porque o estilo é individual e o enredo, único. Poderemos escrever em momentos de inspiração ou monotonia, com o desfecho mais ou menos previsível, porém o  parágrafo final estará fora de nosso alcance. Deus o escreverá com o nosso auxílio, é verdade, pois Ele respeita nosso livre arbítrio, mas o momento do ponto final será por Ele determinado.
        Haverá alguém para comentar a nossa história após a sua leitura?
        Se a nossa literatura for de boa qualidade, valerá a pena ter vivido...
        Fica aqui registrado o meu desejo de que cada um de nós, educadores em potencial, possamos dar asas a nossa imaginação, deixando que a criatividade extrapole nossas páginas, aproveitando bem nosso espaço, nos permitindo ser ante o ter e revelando habilidades, dons e talentos aonde quer que possamos estar!
       
Tânia Caminha O’Grady Felipe
(Psicopedagoga, especialista em Relações Humanas e Dinâmicas Grupais).

BOAS FESTAS - Carlos Drummond de Andrade E NATAL DIGITAL!


"Nada como brincar de Noel, não é...? Desejo que a Luz resplandescente da felicidade esteja sempre contigo e brilhe carregada de muito Amor, Carinho e Paz. Esse é meu presente para você! Feliz Natal" Todos gostam quando chega o Natal. Sentimo-nos bem mais forte que chegou a hora de sonhar de novo, que este mundo pode mudar, para ser do jeito que Deus desejou: sinal do seu Reino entre nós. Um Ótimo Natal, pleno de FELICIDADES.

BACANA... VEJA QUE SENSACIONAL.. SOMENTE 2 MINUTINHOS!!!
O TEMPO MUDA, MAS O SENTIMENTO PERMANECE... FELIZ NATAL DIGITAL AOS QUE POR AQUI PASSAREM! ACESSE E VEJA...

22/12/10

ANO NOVO, VIDA NOVA! Letícia Thompson


E por alguns segundos o mundo faz uma pausa... conta-se regressivamente até que explodam nos céus fogos de artifício anunciando um novo ano!...
E tudo recomeça!!!
Aparentemente nada mudou. Um dia não faz diferença do outro, mesmo se as datas mudam, se o ano muda. Mas somos nós sim, hoje, mais vividos e experientes que ontem. Somos nós trazendo na bagagem nossas histórias que, querendo ou não, acabam contribuindo para a história da humanidade. Somos nós cheios de promessas a nós, aos outros...
Para se recomeçar alguma coisa, é necessário estabelecer metas, criar sonhos, se inventar objetivos, fazer planos e trabalhar por eles. Sem isso, estacamos e a vida perde o senso. Se alguém se perde num oceano e não vê nada, se afoga, mas enquanto tiver a visão de uma ilha, ele vai lutar para chegar a ela. E nesse mar da vida, nossa ilha são nossos objetivos, que nos motivam e dão sentido a tudo o que fazemos.
Certo, tudo o que planejamos não se realizará nos próximos trezentos e sessenta e cinco dias! Mas quão grande é a alegria do jardineiro ao ver brotar ao menos uma flor na terra onde laborou com todo o seu coração!!!
Se pelo menos um dos nossos grandes sonhos for levado adiante, por ele vai ter valido a pena todo o esforço da caminhada.
Nunca diga que seu sonho é inacessível se você ainda não deu o máximo do que pode por ele! Não pense que uma estrela é inalcançável por que você está na terra e ela no céu. A vida tem mistérios insondáveis e poder apreciar o brilho dela já é o primeiro passo para trazê-la até você. Deus nos fornece todas as ferramentas de que precisamos para construir nossa vida, mas a nós cabe o uso dessas.
Lembre-se que o amor é a única chave que abre todas as portas.
Não olhe para os lados para ver se seu vizinho corre mais que você, constrói melhor ou pior. O tempo que você perde com isso poderia ser aproveitado para que você avance. Concentre-se no seu trabalho e na sua meta. O mais importante é chegar ao fim.
Um ano novo pode não significar uma vida nova, mas nada impede que você tenha uma vida renovada. 

Nunca paramos de aprender sobre sexo - e ainda bem que é assim! - Alberto Lima

Alguns jovens começam a vida sexual achando que devem saber tudo a respeito. Bobagem. O aprendizado, nessa área, não tem fim. Claro que é importante oferecer educação sexual às crianças. A ajuda de um mentor também esclarece muita coisa para os adolescentes. Mas este é apenas o começo. Descobrir a sexualidade é uma aventura para a vida inteira.

Sexo é aprendizagem. E a melhor parte: nessa escola só há alunos, que são também os professores; os
pupilos é que dão o sinal; a aula dura o quanto seja desejável; o conteúdo é prazeroso; o comparecimento, facultativo; a frequência, a que se preferir; e, por fim, repetir não significa ser reprovado!
Quando maduras o suficiente para iniciar sua vida sexual, é importante que as pessoas estejam cientes de que não precisam ter mestria no assunto. Nem há como. O conhecimento do sexo, bem como o da própria sexualidade e da do parceiro ou parceira, não se esgota nunca. Tenho 56 anos e me sinto no frescor das primeiras lições, ávido por aprender mais, vivenciar mais, desfrutar mais.
Seria de esperar que isso fosse óbvio, mas não é. Uma cultura exigente como a nossa, com seus rigores patriarcais, leva o rapaz e a jovem a crer que deveriam entrar na cena da vida sexual "tirando de letra" - como se a competência nessa seara fosse adquirida por decurso de prazo e se tornasse disponível, como num passe de mágica, no início da vida adulta.
Mesmo quando se considera que existe uma disposição inata para a cópula - afinal, é arquetípica -, há que se considerar que ela deverá ser humanizada, ou seja, coordenar-se com os demais conteúdos já sistematizados que compõem o acervo consciente de uma pessoa. Ora, não há como se ter consciência de algo que ainda não foi vivenciado.
Acertadamente, as escolas hoje se ocupam de educação sexual. Isso, de fato, não pode faltar, mas não raro observo falhas no processo. Lembro-me de que, aos 11 ou 12 anos, minha filha indagou: "Pai, aqui está escrito que o espermatozoide passa do corpo do homem para o corpo da mulher. Como assim, 'passa'? Ele pula? Escorrega do corpo do homem e cai no corpo da mulher? Ele encosta a mão nela, o espermatozoide faz um buraquinho e entra?" Li os textos didáticos e percebi que eles cercam o assunto de uma cientificidade asséptica, da qual o pênis, a vagina e suas interações praticamente não participam. Falta sensualidade. Faz sentido que a escola se ocupe com os aspectos biológicos, mas seria conveniente que o fizesse com clareza, dentro do universo de significados possível de ser assimilado em cada faixa etária.
Antes do encontro sexual propriamente dito, há outra etapa importante, que consiste numa espécie de apadrinhamento: pessoas mais experientes, não necessariamente os pais, devem orientar os jovens, da mesma forma como procedem em relação a outros assuntos importantes. Há de existir a vida de cada jovem um mentor que o ajude nessas iniciações. Na sua falta, o jovem que começa a ter relações fica à deriva, ou pressupõe que deveria estar pronto para exercer a sexualidade com rigor, criatividade e excelência, com a mesma facilidade com que solta um espirro.
Mais preocupantes ainda são aqueles casos em que a falta de orientação é preenchida com recursos pouco recomendáveis, como o acesso a material pornográfico, que não pode ser a única tradução para uma sexualidade plenamente exercida.
Uma vez apadrinhados, estamos livres e seguros para mergulhar na fantástica aventura de aprender sobre o sexo, para o resto de nossa vida, de posse de nossa certificada autonomia para tanto, de preferência no palco amoroso, onde o sabor desse saber é inigualável!
* Alberto Lima, psicoterapeuta de orientação junguiana, é professor-doutor em Psicologia Clínica e autor de O Pai e a Psique (Editora Paulus) e de Alma: Gênero e Grau (Editora Devir).

Afinal o que querem as mulheres? Texto final

A grande questão a ser respondida pelo homem não é quem sou, mas o que desejo. Nós somos definidos pelos nossos desejos. Pelas escolhas que fazemos influenciadas por eles. Mas por que os seres humanos costumam fazer coisas que não querem, ou que não sabem que querem? Por que costumamos ser tão cegos aos nossos próprios desejos? Essas são as perguntas que nem Freud, nem qualquer estudioso da mente humana, jamais conseguirá responder com perfeição. Porque além do nosso grande desconhecimento sobre nós mesmos, somos confrontados com o acaso ou um acidente o tempo todo. Mas ainda assim, perdidos em meio ao caos de uma teia de coincidências, os seres humanos conseguem ter momentos plenos de felicidade e sentido. É neles que conquistamos a impermanência. A grande pergunta, nao é qual o sentido da vida, ou o que querem as mulheres, mas no meu caso, o que uma mulher muito específica quer. O que ela quer daqui a cinco minutos, daqui a três segundos e o que ela quer AGORA.
 

TEMPO EM FATIAS - Carlos Drummond de Andrade

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos, aí entra o milagre da renovação.Tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui por diante tudo vai ser diferente; sempre na medida da disposição de cada um".

Nada do Que foi Será - Adriana Horta Fernandes

Considerando que não sei ao certo até quando vou habitar este planeta, é possível até que eu já esteja na meia idade e não tenha dado conta. O fato é que algumas tarefas simples, realizadas com primor nos anos dourados, não vêm sendo praticadas com a mesma desenvoltura. Outras então, que deixei para depois, parecem que perderam a chance de serem incluídas como parte do meu currículo pessoal.

Sinceramente, não há qualquer resquício de frustração nesta constatação e tenho, inclusive, tirado vantagem do fato de me sentir completamente indisponível, quando não impossibilitada de manter um bom desempenho diante de tarefas antes corriqueiras.

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo

Levantamento de caixas, por exemplo, é uma atividade que delego aos mais jovens sem delongas, desde que dei um jeito na região lombar enquanto organizava o porão para o Natal e fiquei duas semanas dormindo sobre um travesseiro de gelo.

Atravessar noites adentro, seja estudando, esperando os filhos voltarem pra casa ou me divertindo com os amigos e acordar no outro dia bem cedo pra cumprir alguma tarefa também já está fora de cogitação; a menos que tenha o direito de dormir a manhã inteira do dia seguinte, sem preocupação em fazer almoço ou reorganizar a casa antes das cinco da tarde.

Mastigar os comprimidos antes de engoli-los, a fim de evitar um engasgo, como fiz regularmente por algumas décadas, passou a ser evitado; o custo com o tratamento dos dentes, hoje mais fragilizados, se tornou inviável e, por que não dizer desnecessário; afinal, para que servem aquelas pecinhas com lâminas embutidas compradas em qualquer supermercado na América que partem os medicamentos uniformemente em quantas partes se queira?

Trocar de bolsa poucos minutos antes de sair de casa passou a ser atividade proibida; sempre esqueço algo importante naquela que não foi eleita para ser pendurada no ombro quando faço a transferência de última hora. Ainda bem que os estilistas do momento repensaram a idéia de que bolsa tem que combinar com sapato, caso contrário aceitaria sem resistência entrar para a lista das 10 mais deselegantes, promovida pela imprensa local. A propósito, tarefa dificílima de ser executada em um país onde sair de pijama e pantufas é considerado ato pra lá de normal.

Senhas diferentes para cada site em que me cadastro na internet também não rola; mantenho a mesma que é pra não esquecer. Em se tratando de bancos e cartões de créditos até vai lá; escrevo em código as mesmas em meu livrinho de telefone (sim, eu me utilizo de um destes artigos obsoletos usados largamente no século passado para agendar os números) e o consulto sempre que preciso acessá-las.

Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo

Subir escadas correndo, tomar sol sem protetor, sair sem os óculos de leitura, comer pele de frango tostadinha, insistir em tocar a ponta dos pés quando sentada no chão de pernas abertas durante a ginástica, resolver de repente praticar um esporte radical, trocar pneu do carro, me cobrar em saber de cabeça a idade dos sobrinhos e afilhados que crescem com uma rapidez nunca vista, achar que as roupas que usava há anos atrás devem se manter no armário como prova de que não mudei quase nada, cair na tentação de me vestir de acordo com o último hit da moda quando este inclui as mini saias que deixam a mostra os joelhos enrugados, evitar um sorriso aberto pra não deixar que as ruguinhas perto dos olhos surjam saltitantes, discutir a relação, o sexo dos anjos, a origem do universo, provar quem está certo, disputar títulos acadêmicos, acender a fogueira das vaidades, passar mais do que 24 horas lamentando uma perda material ou amargando uma deslealdade vinda de um suposto amigo...são atividades a que não me permito mais. Sem direito a dor de consciência, autopunição ou mazelas do tipo.

Agora
Há tanta vida lá fora, aqui dentro

Afinal, além de me poupar de uma série de constrangimentos, sobra mais tempo pra fazer aquilo que gosto, de estar com quem me faz feliz e que cabe exatamente no tamanho de minhas pretensões.

Tudo passa, tudo sempre passará.

FONTE: adrianamerica.blogspot.com
Minha amiga, Drizinha, "tudo muda o tempo todo no mundo", menos a sua linda forma de com tamanha poeticidade e tb uma boa dose de realidade, além da sensata simplicidade tão peculiar, saber colocar no papel o cotidiano de maneira lúcida, sensata e sensível. Vc muda, mas o seu talento de escritora permanece e a mudança que se faz presente é só no sentido do aperfeiçoamento e claro da evolução natural que cada escritor possue ao longo de sua experiência na jornada da escrita. PARABÉNS, no sentido mais amplo da palavra, viu? Belíssima produção literária!!! Fico imensamente feliz de poder postar no meu blog... Bjo meu, Tan


Tan, vc não imagina a alegria que me dá ser acompanhada por vc em minhas investidas literárias. Além de editora, vou amar tê-la como divulgadora. Obrigada pelas palavras, pelo apoio, pela presença forte nas páginas virtuais da minha vida! Bj
Q q é isso... é só prazer! É só alegria, Dri, da partilha boa de se fazer com vc!!! Tudo o q é lindo tem q ser repassado, assim como no Tibet, as palavras escritas nas bandeirinhas devem ser levadas pelo vento para espalhar no mundo o que é bom e do bem!!! SEMPRE!!! Agradecida por me possibilitar compartilhar... bjo meu.

APRENDENDO A ESPERAR O NATAL - PROF. ANTÔNIO DE OLIVEIRA

Saber esperar é tudo na vida. Quem espera sempre alcança. O melhor da festa é esperar por ela. A vida é um novelo de fios com que se tece a urdidura das esperas, cujos elos se vão entrelaçando nas teias da esperança. Penélope, esposa de Ulisses, lhe permanece fiel durante sua longa ausência, e até seu retorno da guerra de Troia, alegando aos pretendentes que não se casaria enquanto não terminasse de burilar sua misteriosa colcha. A vida humana se assemelha, assim, a um tecido de Penélope. Obra, tela, bordado de Penélope. Todo dia é dia de tecer e de esperar. Às vezes, horas a fio. Anos a fio...


“O sertanejo é, antes de tudo, um forte” porque espera que a chuva caia.
Um condenado tem de esperar pelo final da pena. Esperar o fim da aula. Esperar o fim da fila. Esperar o final do expediente. Esperar o dia do pagamento. O dia do casamento. Esperar a última prestação. Esperar a minha vez. Esperar um e-mail. Esperar a encomenda. Esperar a formatura. Esperar no trânsito com paciência. Esperar no ponto do ônibus. Esperar em Deus.


A história da humanidade não deixa de ser uma espera. Uma aposta na esperança, que é a última que morre. Antes tarde do que nunca. Nada como um dia depois do outro. E dá-lhe ditado de esperança. Um atrás do outro.


Difícil é aceitar que exista tempo para tudo. A gente acaba coçando, infecciona a ferida entreaberta e retarda sua cicatrização. Ou espreme a espinha ainda verde. Mas tudo tem sua hora. Com o passar dos anos, embora não naquela velocidade que desejávamos, as coisas acabam acontecendo na nossa vida, na vida do país, no mundo. Um negro, presidente dos Estados Unidos; uma mulher, presidente do Brasil. Às vezes nos perguntamos: “Como é que não pensaram nisso antes?” Qual ovo de Colombo, coisa às vezes fácil de acontecer, mas na qual só se acreditou depois. Retiraram do ar, como num passe de mágica, as propagandas de cigarro do alucinante e alucinógeno mundo do vaqueiro de Marlboro. Guerras terminam, a escravidão acabou (!), o muro de Berlim caiu... a inflação galopante foi domada, o Complexo do Alemão, no Rio, dominado, planos econômicos malucos passaram. Muita coisa acaba acontecendo porque o Natal acontece. E nada é para sempre. Esperar também faz a hora. É o outro lado da medalha de Geraldo Vandré, que também falou das flores. Apesar dos espinhos. Mas com a certeza na frente.


Advento. Tempo de espera feliz. Tempo de frutificar e amadurecer.

Para Chico Buarque, Pedro pedreiro ficava esperando, esperando...

E deles, de Chico e do pedreiro, pinço o que se encaixa no jeito de ser esperançoso do advento no Advento. Do minúsculo no Maiúsculo.

Esperando o Sol. Esperando o trem. Esperando um filho pra esperar também. Esperando a festa. Esperando a sorte. Esperando a cura. Esperando a morte. E a ressurreição também. Esperando o norte da esperança aflita, bendita, infinita. Esperando a alegria do Natal. Então... FELIZ NATAL!

17/12/10

MUITO, MAS MUITO BONS PENSAMENTOS... MESMO!!!






























MAFALDA EM ANO NOVO - Quino


APROVEITO E DESEJO AOS QUE AQUI PASSAREM O MESMO QUE A MAFALDA... ESPERO QUE REALMENTE TODOS NÓS  POSSAMOS SER BEM  MELHORES EM 2011!
E que o novo ano traga para nós a certeza da partilha de bons momentos na vida, o alento quando enfrentarmos a adversidade e a fé na construção de um mundo mais belo, saudável, justo, humano e digno para todos. 1 bjo meu, Tânia

Oração do Amor - Autoria Desconhecida

 

Senhor,
Ilumina meus olhos
Para que eu veja os defeitos
Da minha alma e vendo-os,
para que eu não comente os defeitos alheios.
Senhor,
Leva de mim a tristeza
E não a entregueis a
Mais ninguém...
Encha meu coração com
A divina
, para sempre louvar
O vosso nome
e arranca de mim
o orgulho e a presunção.
Senhor,
Faz de mim um ser humano realmente justo...
Dá-me a esperança de vencer
Minhas ilusões todas.
Planta em meu coração
A sementeira do amor
E ajuda-me a fazer feliz
O maior número possível
De pessoas, para ampliar seus dias
Risonhos e resumir suas noites Tristonhas...
Transforma meus rivais em companheiros,
meus companheiros
Em amigos e meus amigos em Entes queridos...
Não permita que eu seja
Um cordeiro perante os fortes
Nem um leão perante os fracos...
Dá-me, Senhor,
O sabor de perdoar
E afasta de mim o desejo
De vingança, mantendo sempre
Em meu coração
Somente o AMOR.

APROVEITO A OPORTUNIDADE PARA DESEJAR AOS QUE AQUI PASSAREM UM FELIZ NATAL, POIS DEUS É AMOR  E O ANIVERSARIANTE JESUS BUSCOU NOS ENSINAR ISSO!!!
Tá chegando o  Natal, tempo de criar e confirmar alianças, tempo de renovar a fé e o desejo de, unidos, fazer deste mundo um lugar de harmonia e paz. Que o Natal possa renovar de esperança e confiança todos os homens de boa vontade. AH!!! E NUNCA    SE   ESQUEÇA  DE  QUE  QUEM  AMA:
RENASCE... E que Jesus renasça em nossos corações! Grande bjo meu, Tânia

O CULPADO - Uma Empresa em Situação Difícil - Fonte: Livro Aliança de Milagres

Uma empresa estava em situação muito difícil, as vendas iam mal, os trabalhadores estavam desmotivados, os balanços há meses não saíam do vermelho. Era preciso fazer algo para reverter o caos. Ninguém queria assumir nada. Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não havia perspectiva de progresso na empresa. Eles achavam que alguém deveria tomar iniciativa de reverter aquele processo.
Um dia quando os funcionários chegaram para trabalhar encontraram na portaria um enorme cartaz no qual estava escrito: “faleceu ontem a pessoa que impedia o seu crescimento na empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes.”
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na empresa, precisamente na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão a excitação aumentava.
“Quem será que está atrapalhando o meu progresso? Ainda bem que esse infeliz morreu.”
Um a um, os funcionários agitados aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto engoliam a seco, ficando no mais absoluto silêncio como se tivessem sido atingidos no fundo da alma. No visor do caixão havia um espelho que refletia o rosto de quem nele olhava!
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo...
Você é a única pessoa que pode fazer a revolução da sua vida.
Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida.
Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
Você já pensou que o problema ao seu redor pode ser por sua culpa.
É dentro do seu coração que você vai encontrar a energia para ser o artista de sua criação. E o resto são desculpas!

MUDANÇA - MUDAR O MUNDO - (Epitáfio de um bispo anglicano da Abadia de Westminster,

Quando eu era jovem e livre,
sonhava em mudar o mundo.

Na maturidade,
descobri que o mundo não mudaria.

Então resolvi transformar meu país.

Depois de algum esforço,
terminei por entender
que isto também era impossível.

No final de meu anos
procurei mudar minha família,
mas eles continuaram a ser como eram.

Agora, no leito de morte,
descubro que minha missão
teria sido mudar a mim mesmo.

Se tivesse feito isto,
eu teria sido capaz
de transformar minha família.

Então, com um pouco de sorte,
esta mudança afetaria meu país
e - quem sabe - o mundo inteiro.

A VISTA DA JANELA - Autor Desconhecido

  
Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.

Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo.

Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro.

Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuiam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no ceu da cidade.

Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca.

Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morrera pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora.

Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável deixou-o sozinho no quarto.

Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava pra ver um muro branco?

A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse.

Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.

Moral da história: há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade. Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar.

A vida é, foi, e sempre será, como quisermos que seja.

A VAQUINHA - Autor Desconhecido

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita...

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando as sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou:

- Neste lugar não há sinais de pontos de comercio e de trabalho; como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?

E o senhor calmamente respondeu:

- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc...; para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.

O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silencio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.

Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com arvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, "apertou" o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:

- Continuam morando aqui.

Espantado ele entrou correndo na casa; e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):

- Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida???

E o senhor entusiasmado, respondeu:

- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora ...

Ponto de reflexão:

Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua. Aproveite a proximidade do final do ANO para empurrar sua "vaquinha" morro abaixo.


NO COMENTÁRIO DA MINHA AMIGA HILRANI, ELA CONTRIBUI CITANDO A REFERÊNCIA DO LIVRO.
VALEU, HILRA. BJO.

A Menina do Vestido Azul - Cleibiana Seibel

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Acontece que essa menina freqüentava as aulas da escolinha local num estado lamentável. Suas roupas eram tão velhas que seu professor resolveu dar-lhe um vestido novo.
Assim raciocinou o mestre:
" - É uma pena que uma aluna tão encantadora venha às aulas desarrumada desse jeito. Talvez, com algum sacrifício, eu pudesse comprar para ela um vestido azul".
Quando a garota ganhou a roupa nova, sua mãe não achou razoável que, com aquele traje tão bonito, a filha continuasse a ir ao colégio suja como sempre, e começou a dar-lhe banho todos os dias, antes das aulas.
Ao fim de uma semana, disse o pai:
" - Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este? Que tal você ajeitar a casa, enquanto eu, nas horas vagas, vou dando uma pintura nas paredes, consertando a cerca, plantando um jardim?"
E assim fez o humilde casal. Sua casa ficara mais bonita que todas as outras da rua, e os vizinhos, inspirados naquela casa, se puseram a arrumar as suas próprias moradias. Desse modo, todo o bairro melhorou consideravelmente.
Por ali, passava um político que, bem impressionado, disse:
" - É lamentável que gente tão esforçada não receba nenhuma ajuda do governo". E, dali, saiu para ir falar com o prefeito, que o autorizou a organizar uma comissão para estudar que melhoramentos eram necessários ao bairro. Dessa primeira comissão surgiram muitas e muitas outras e hoje, por todo o país, elas ajudaram os bairros pobres a crescerem e melhorarem.
E pensar que tudo começou com um vestido azul. Não era intenção daquele simples professor concertar toda a rua, o bairro, nem criar um organismo que socorresse os bairros abandonados de todo o país. Mas ele fez o que podia, ele deu a sua parte, ele fez o primeiro movimento do qual se desencadeou toda aquela transformação. (Gardel Costa)
Ao ouvir esta historia, fiquei pensando no poder de um pensamento. Muitas pessoas têm sonhos, que elas mesmas não permitem que sejam realizados. Quantas vezes achamos impossível a transformação de um sistema, de uma realidade, de uma vida? Quantas vezes não nos permitimos sonhar por achar impossível estes sonhos.
Os grandes feitos da humanidade partiram também de um pensamento. Todos os grandes ou pequenos movimentos em prol da vida em abundância do mundo partiram de um pensamento aqui e acolá. A frase "sonho que se sonha sozinho é somente um sonho, mas sonho que se sonha junto se torna realidade" reflete isso.
Cada atitude nossa, mesmo que pareça pequena e que não dê frutos instantâneos, é importante e traz resultados. Existem sonhos iguais espalhados pelo mundo inteiro. Que possamos sonhar na certeza de que este sonho pode se tornar realidade.

"E difícil reconstruir um bairro, mas é possível dar um vestido azul".

Estamos prontos para uma economia orientada espiritualmente? - ROBERT HAPPÉ

Precisamos compreender que somos em primeiro lugar seres espirituais e em segundo lugar seres físicos. Ser um ser espiritual significa que você não é deste mundo, mas que você visita esse mundo físico da terceira dimensão para criar equilíbrio com a luz e o amor que você traz para este mundo. O que significa dar em toda a experiência que você atrai sua sabedoria e seu amor. No entanto, as polaridades da experiência criam muita ilusão, o que causa a mente a temer a si mesma e tudo ao seu redor, eliminando neste processo a conexão com sua real identidade (que é tudo) Logo o mundo material parece ser o único objetivo, e a batalha na competição começa. A aquisição das coisas materiais ocupa a mente completamente,e conforme uma sensação de conforto físico se expande, a memória da sua natureza espiritual fica totalmente esquecida no barulho das inseguranças de sua mente subdesenvolvida. Os ventos da mudança trazem a luz para despertar a humanidade quanto à sua intenção original. O que nós fizemos no passado foi para o nosso aprendizado, o que importa agora é: o que você vai fazer agora? Dar de sua luz é facilmente realizado quando você envolve seu coração, que fornece a energia para ser amigável ou para dar um sorriso. Qualquer um pode fazer isso se você escolher fazer isso!!!! Ninguém é “o” escolhido, mas aqueles que despertam se tornam os escolhidos. Milhões de pessoas em todo nosso mundo estão fazendo isso inconscientemente, num humilde serviço aos outros. Eles reconhecem sua unidade com as pessoas que cruzam seu caminho, e então os serve de acordo com suas necessidades. A idade das trevas está chegando ao fim, e a Consciência negativa precisa se transformar. Muitos começam a ver o mundo e o sistema de vida sob uma nova luz, e ficam surpresos de como não conseguiam ver claramente antes. Reuniões e discussões sobre quem somos e o que podemos fazer, faz com que pessoas de mentes similares se unam e trabalhem em cooperação para melhorar o sistema de vida. Técnicas de meditação e visualização ajudam a despertar aqueles que ainda estão adormecidos. Quando as águas do entendimento começar a se espalhar, a Consciência coletiva de toda humanidade será afetada, tornando-se disponível para todos. É na mente coletiva que a Consciência negativa é desafiada. Esse tempo é agora. Quando mais pessoas começarem a funcionar a partir do coração, o Consciente coletivo se torna uma fonte de influência positiva, ao invés de influência negativa. Os poderes controladores que tomaram conta das nossas instituições políticas e econômicas estão em tumulto porque resistem em mudar do controlar os outros para servir aos outros. As forças controladoras estão causando muitas perturbações ao redor do mundo a fim de impedir a transformação, mas seus esforços serão inúteis, porque onde quer que a luz comece a brilhar a escuridão tem que fugir, ou integrar-se com a luz. Liberdade de escolha é uma Lei Universal. O conselho é para acreditar em si mesmo e manter o equilíbrio. O sistema econômico é projetado para servir poucos e negar as necessidades de muitos. É um sistema doentio que cria escassez de energia para a grande maioria da humanidade, é ambientalmente insustentável e chegou ao fim da estrada. A atual dissolução do mundo financeiro anuncia uma transformação total de nosso relacionamento com a energia e seu uso. A primeira coisa a fazer é dissociar nossa avaliação sobre “crescimento econômico” de “sucesso econômico”. Sucesso é quando todos prosperam. Quando mais de metade do mundo vive na pobreza, desabrigados, famintos, solitários e infelizes, sofrendo de desnutrição, falta de boa educação e com abundância de doenças, isso significa que o sistema é falso e corrupto e esta pronto para uma mudança. A tensão criada pelo sistema causa insegurança, deixando as pessoas vulneráveis às doenças. Eles oferecem programas de saúde a preços excessivos que poucos podem pagar, e em cada esquina há uma farmácia. Mas a questão que permanece é; qual a razão para que tantos necessitem de tratamento? Um sistema de liderança bem sucedido é medido em quão poucos precisem de tratamento! Lucro e fazer dinheiro rápido são vistos como ser bem sucedido, mas cria escassez para muitos, causando pobreza, miséria, insegurança e desconforto, para seu sustento diário. A economia não tem nenhuma necessidade de crescer!! A economia deve servir aqueles que trocam mercadorias e energia. Troca honesta de energia é compreendida por todos, isto é, se você puder sentir as diretrizes do seu coração e alma. Vamos produzir coisas que durem, temos o conhecimento. Vamos incentivar a produção local de alimentos para consumo local, reduzindo a necessidade de tantos caminhões nas estradas. A globalização e a fusão de bancos e empresas fazem com que a classe média desapareça devido à concorrência desleal, dando à elite poderosa a chance de tirar de muitos, tudo o que têm. O crescimento econômico significa o colapso em todo lugar. O caminho para o equilíbrio está se movendo de volta, das grandes para as pequenas, do controle central para o controle da comunidade e controle individual. O comércio livre é um truque usado para explorar os fracos, causando dependência. A verdade é que o comércio nunca foi livre na sociedade moderna, é simplesmente uma licença para explorar países inteiros, isto não pode sobreviver aos novos entendimentos. O livre arbítrio é a capacidade de decidir evoluir e viver sua vida livre do controle e da energia de parasitas e, ao invés, confiar na sua voz interior para orientar no processo de vida. Exercer o livre-arbítrio é uma experiência de felicidade, Livre-arbítrio depende do conhecimento que você tem de si mesmo e de seu poder. Felicidade depende do amor que você dá e recebe. O futuro vai ser uma surpresa, vamos ver o pior e o melhor. Para evoluir, devemos simplesmente aprender a dar e a receber, sem mais dependência ou caridade, essas coisas são criadas pela autoridade com a finalidade de controle. Quando as comunidades se reunirem e suprirem as necessidades umas das outras, estaremos livres para criar abundância para todos. Ser independente dos bancos e das multinacionais vai lhe dar de volta o poder que você perdeu. É discutindo estes novos entendimentos e valores que a vida e o trabalho se tornam novamente com significado. Quando sabemos mais sobre a verdade da natureza humana, nos voltamos para a verdade espiritual que encontramos dentro de nós mesmos, e nos tornamos conscientes das soluções. E nos expressamos criativamente para compartilhar idéias melhores, que permitem ao amor e a abundância chegar a todos.

ROBERT HAPPÉ estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibet, Camboja e Taiwan. Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência. A partir daí, trabalhou em várias universidades, e tem trabalhado continuamente com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores. Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil. Seu trabalho é independente, estando desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos.

“Por que os homens e as mulheres traem?” ENTREVISTA com Mirian Goldenberg

“Por que os homens e as mulheres traem?”, novo livro de Mirian Goldenberg, explora as razões do adultério.

Por Letícia González

Dizer e fazer são coisas bem diferentes. Essa é a verdade mais evidente do livro “Por que os homens e as mulheres traem?”, da antropóloga Mirian Goldenberg, que reúne conclusões de sua última pesquisa. Os entrevistados são brasileiros comuns, urbanos, instruídos e... contraditórios. Dos homens que se declararam monogâmicos, menos de 30% era de fato fiel. Acreditam na fidelidade como um valor supremo, rotulam os garanhões como fracos incapazes de se controlar mas, na prática, vivem não raras vezes a culpa de se dividir entre duas mulheres.

E você não há de se surpreender se esses garanhões, apesar de elencarem suas conquistas em rodas de bar, se mostrarem tão libertários quanto um ditador. No meio de tanta vontade de exclusividade, Mirian esclarece algumas pérolas do nosso dia a dia de tropeços conjugais. “O cafajeste, o homem que é mestre em ser infiel, pode ser considerado ‘o cara mais fiel do mundo’, porque sabe representar muito bem o papel de homem fiel com diferentes mulheres (e não apenas uma)”.

 Mirian é professora da UFRJ e conhecida por suas pesquisas sobre "a outra", a amante do homem casado. Já escreveu sobre a figura de Leila Diniz e, recentemente, se voltou para o corpo e o envelhecimento visto pelas mulheres.

Aponta também que os casais modernos esqueceram um pouco da divisão entre prover o lar e cuidar da família. Têm agora, segundo ela, uma nova obrigação no relacionamento: chegar ao orgasmo. O compromisso com o prazer mora no meio do casamento, numa lógica de “com ou sem você”. Ideias como essa estão no livro, que traz trechos das entrevistas dos homens e mulheres que toparam expor suas histórias, mágoas e justificativas de comportamento.

Para quem já leu outras obras de Mirian, uma personagem está de volta. Mônica, a jornalista que permeia “Infiel”, abre de novo sua vida, entrecortada por dados demográficos e artigos sobre o polêmico tema da traição feito por autores como Luis Fernando Veríssimo, Manoel Carlos e Danuza Leão. Para mergulhar fundo nesse assunto e saber mais sobre o novo livro, Marie Claire conversou com a antropóloga. Confira:

Marie Claire - Por que as mulheres traem?
Mirian Goldenberg - Pelo desejo de serem desejadas, algo que não sentem mais com seus maridos, pois o casamento não tem mais romance, sedução. Essa é a primeira motivação. Também por uma intimidade que não conseguem ter com o companheiro. Encontrei mulheres que têm parceiros virtuais porque querem conversar e receber atenção.

MC - O que mais a surpreendeu na sua pesquisa?
MG - Mulheres que acabam se tornando amantes de outras mulheres, mas que não se consideram homossexuais. A outra pode ser também casada, ter filho. Isso tem me chamado muito a atenção. Elas querem intimidade: conversar, beijar, tocar; não só sexo. Para minha surpresa, tenho encontrado muitas nessa situação. Sejam elas amigas, conhecidas do círculo de trabalho ou de um curso.

MC - Como a mulher vive a traição?
MG - Em segredo. Para ela, o sigilo é uma necessidade de sobrevivência social. Não pode expor sua vida porque será estigmatizada. Mesmo as mais livres, podem trair, mas não dizer. Às vezes, nem para a amiga mais íntima, que vai a achar uma “puta”. A mulher que trai precisa ser solitária nesse ponto.

MC - E os homens?
MG -O homem não tem esse problema. É estimulado culturalmente a falar sobre isso. Mesmo quando ele tem algum problema, pega os amigos e diz “ah, vamos beber”. E pronto, acabou.

LIVRO: POR QUE OS HOMENS E AS MULHERES TRAEM?
Ed. BestBolso

“Os Sete Sapatos Sujos” - MIA COUTO

Não podemos entrar na modernidade com o atual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei “Sete Sapatos Sujos” que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:
Primeiro Sapato: A ideia de que os culpados são sempre os outros.
Segundo S apato: A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.
Terceiro Sapato: O preconceito de que quem critica é um inimigo.
Quarto Sapato: A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.
Quinto Sapato: A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
Sexto Sapato: A passividade perante a injustiça .
Sétimo sapato: A ideia de que, para sermos modernos, temos que imitar os outros.

Para durar, o amor deve ser um constante exercício de conquista - Alberto Lima

Enganam-se as pessoas que pensam que o casamento é hora de sossegar, que a sedimentação da relação garante, por si só, a sua sobrevivência. Se não for cultivado diariamente, com pequenos e também grandes gestos de atenção, o relacionamento se acomoda, o sexo esfria, o entusiasmo vai embora. A disposição para o cuidado com o outro é que mantém a chama acesa.

Tudo começa movido pelo elemento fogo: é paixão! Arrebatadora! Corações em brasa, corpos ardentes, disponibilidade total, olhares enamorados, admiração mútua... Uma beleza! Ele e ela foram bem-sucedidos na conquista e entendem que o amor se instalou inexoravelmente. Casam-se, então, e, no momento em que firmam esse compromisso, tornam-se irremediavelmente "felizes para sempre"!
Com o passar do tempo, o fogo abranda e o gráfico da paixão ameaça raspar na base do papel. O entusiasmo arrefece, o envolvimento se afrouxa, o olhar já não pousa sobre os olhos do outro. Os beijos já não são ardentes e dão lugar a protocolares bicotas. O sexo deixa de ser tão frequente, parece não suscitar o mesmo élan. E a motivação para os programas a dois diminui. A vida é assim, certo?
Errado. E o erro está em acreditar que a manutenção de um casamento - e do fogo, claro - seja algo automático, que deveria decorrer naturalmente do simples fato de a relação ter-se sedimentado.
Uma relação amorosa é um grande desafio. O jogo começa quando se pensa que terminou (com a efetivação da união). Não se sustentará, a menos que seja vivido como um constante exercício de conquista. Amor é labor. E há de ser assim, ou perecerá.
Nada na vida funciona bem, a menos que se renove. O banho precisa ser tomado com cuidado todos os dias. O alimento precisa ser preparado novamente, com o mesmo capricho. O filho precisa ser levado a dormir e deverá ouvir um conto de fadas, de novo e de novo, todos os dias, ou não se estruturará como sujeito íntegro, com fé na vida e capaz de, a exemplo dos pais, saber renová-la a cada dia, em todos os instantes de seu futuro.
A renovação da conquista é tão importante quanto reafirmar a escolha amorosa. Nenhuma dessas duas coisas se pode pressupor como automaticamente presente, ou natural em uma relação. Para que uma casa fique firme, é preciso construir as paredes, tijolo por tijolo, instalar o telhado, telha por telha, cuidar do acabamento e, finalmente, não deixar de lado a manutenção. Se a casa da união não recebe a energia cuidadosa de quem a botou no mundo, tende a "adoecer" e pode ruir.
Para conquistar o parceiro, a parceira, tudo de que se necessita é disposição pessoal para o cuidado. Regar a planta, remover as ervas daninhas, nutrir. A saladinha de alface com tomate de todos os dias pode ser enfeitada com estrelas de carambola, ou com iscas de pêssego. Pode ser servida em travessas diferentes, com alguma arte. Ele - ou ela - perceberá o cuidado, experimentará gratidão e verá renovar-se no peito o bem querer. Quando chegar em casa à noite e for tomar o seu banho, ele pode fazer a barba uma vez mais; ela apreciará o gesto. Ela pode escolher a roupa que vai vestir, em lugar de aproveitar aquela camisetinha básica "que nem estava cheirando a usada"; ele saberá.
Quando um percebe que foi considerado pelo outro - e geralmente o significado disso está em que um cuidado foi tomado e um tempo de dedicação foi empregado -, isso é o que basta para que se renove o sentimento de bom gosto na escolha de parceria! "Ah, como é bom meu amor importar-se comigo e tratar bem de mim". A chama amorosa se renova e dá sustentação à continuidade e ao crescimento do vínculo e do prazer de vivê-lo.