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13/12/10

Sobre Frutas Maduras - Por Yehuda Berg

 MAGNÍFICA CONTRIBUIÇÃO DA  AMIGA ANINHA PITCHON. VALEU!!!

Rav Ashlag utiliza este exemplo ao descrever o processo espiritual de uma pessoa:
Quando você dá uma mordida em uma maçã que não está madura, quem sabe até amarga, o problema não é a maçã; o problema foi que não demos tempo de a árvore amadurecer a maçã. O problema é o nosso timing, não a maçã, nem a árvore. Essa é uma mensagem poderosa para nós, porque deixa claro que o único verdadeiro problema é que o nosso processo ainda não está completo. Isso significa que não podemos nos perturbar por estarmos zangados, tristes ou deprimidos, ou por não termos alcançado nossas metas ou critérios. Somos apenas uma obra em construção. Nós somos a fruta que ainda não está madura para ser colhida.Você não derrubaria uma árvore por não dar maçãs maduras. Você espera dois meses e colhe as maçãs maduras. Rav Ashlag ainda diz que não existe nada de mau no mundo – apenas pessoas e situações no meio do processo. Nossa imperfeição não nos torna maus. Na verdade, o mau não existe. Esta lição não se aplica apenas à nossa relação com nosso crescimento espiritual. Ela também significa que não podemos julgar ninguém, nem dizer que sejam maus ou que não sejam dignos.
Nenhum de nós não é bom o bastante. Nenhum de nós não é digno o bastante. Quer estejamos na semente, no galho, ou na fruta – lembre-se, é tudo um processo. A alfarrobeira leva 70 anos para dar frutos. O fato de um fazendeiro que cultiva a alfarrobeira talvez não viver o suficiente para provar os frutos de seu trabalho não torna sua atividade inútil, nem significa que ele esteja desperdiçando seu tempo. Muitas vezes nos encontramos em relacionamentos que parecem que não vão dar em nada, ou trabalhando em projetos de negócios que não decolam. Mas é o próximo relacionamento ou empreendimento comercial que dará frutos, porque investimos no anterior. E, às vezes, é preciso plantar 10, 20 ou até 100 sementes para que dê frutos. Mas não existe esforço desperdiçado. Quando Rav Shimon escreveu o Zohar, ele sabia que levaria mais de 1000 anos até o Zohar ser revelado. Ele sabia! Por que ele gastaria tempo escrevendo-o se já sabia disso? Por acaso ele não queria ser famoso imediatamente? Será que não queria receber o crédito, ou num nível mais altruísta, não queria o prazer de ver a Luz que trouxe ao mundo? Mas ele sabia que as sementes um dia dariam frutos e isso bastava para que continuasse. Pare de julgar a si a aos outros por não estarem maduros. Descubra com que “árvores” você precisa ser mais paciente. E, talvez o mais importante, lembre-se de suas colheitas anteriores e saiba que o prêmio está a caminho.
 

"- Que é o amor, meus irmãos? - dizia-nos abrindo e fechando os braços como se quisesse nos abraçar. - Que é o amor, irmãos? Não é apenas compaixão nem bondade. Na compaixão, há dois indivíduos, aquele que sofre e aquele que se compadece. Na bondade, há dois, aquele que dá e aquele que recebe. No amor, porém, há somente um, os dois se unem e tornam-se apenas um, sem distinção. O eu e o tu desaparecem, pois amar significa desaparecer." - Palavras de São Francisco de Assis por Nikos Kazantzákis no livro 'O Pobre de Deus'.

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