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09/12/11

PRA VOCÊ DESEJO MUITO BOAS FESTAS!


DE TUDO FICAM TRÊS COISAS:
A certeza de que estamos sempre COMEÇANDO,
a certeza de que é preciso CONTINUAR
e a certeza de que podemos ser INTERROMPIDOS ANTES DE TERMINARMOS.

Fazer da interrupção um caminho novo,
da queda, um passo de dança;
fazer do medo uma escada,
do sonho , uma ponte
e da procura . . . um encontro .
Fernando Sabino




LEMBRE-SE: "VIVER É DESENHAR SEM BORRACHA". 
Millôr Fernandes

E,  TOTALMENTE  AUSENTES  DE  BORRACHA,  ESPERO  QUE   POSSAMOS  DEIXAR  REGISTROS  DE   UMA HISTÓRIA CONSTRUÍDA EM NOSSA PASSAGEM...  MAS QUE FIQUEM AS LEMBRANÇAS MEMORÁVEIS, A RECORDAÇÃO  ALEGRE DE TUDO O QUE FOI VIVENCIADO, A SAUDADE QUERIDA DE TODOS QUE NOS FIZERAM BEM E A MEMÓRIA FELIZ DE CADA DIA VIVIDO, NOS PROPORCIONANDO MUITOS BONS  DESEJOS... DE NOS MANTERMOS ESPERANÇOSOS E ACOLHENDO O PRÓXIMO, FAVORECENDO A AMIZADE, POSSIBILITANDO A LEALDADE, ESPALHANDO O ESPÍRITO SOLIDÁRIO E, ESPECIALMENTE, ACREDITANDO EM DIAS MELHORES, MAIS PLENOS DE AMOR,  LUZ, DIGNIDADE, COMPREENSÃO, FELICIDADE, JUSTIÇA E FRATERNIDADE. CASO A FALTA DA BORRACHA NOS IMPEÇA, QUE DEUS NOS FAÇA PARAR E REFLETIR, PARA REVERMOS NOSSAS FALTAS E A PARTIR DISSO, PROSSEGUIRMOS EM BUSCA DOS NOSSOS "BONS DESEJOS"...   S E M P R E!!!

SER      FELIZ     E    DE     BEM     COM    A     VIDA
TODOS  OS  DIAS  DE  2012  É  UM  DOS  MEUS "BONS DESEJOS" 
PRA VC!!! TÂNIA

TEMOS MUITO A APRENDER! Por Regina Coeli Furtado Câmara

   Nos preocupamos muito com os alunos que saem de uma escola considerada "pequena" e ingressam nas chamadas “grandes escolas”. Essas crianças são frutos, muitas vezes, de  8 até 10 anos  da  dedicação de "grandes"  profissionais. E, para nossa satisfação, são academicamente  bem preparadas, alunos críticos e  participativos.  São crianças “normais” e aceitas em qualquer escola, independente do tamanho que tenha.
    Mas o que dizer dos alunos  com Necessidades  Educativas Especiais (NEE)? Temos grande preocupação com o futuro dessas crianças. Já visitei algumas escolas que deveriam receber esses alunos, e sempre fico decepcionada com o que escuto: "Não estamos preparados para receber esses alunos”, ou “não temos vagas”, (o que, às vezes, pode até ser verdade), ou “não temos profissionais para acompanhá-los” ou ainda, o que é pior, “o aluno não atingiu o perfil no teste de seleção”.
    Até quando esses e outros absurdos continuarão a acontecer? Quando essas escolas vão acatar a lei? Quando irão deixar de promover apenas “alunos medalhas” e passar a promover a dignidade e a justiça?
    O acesso a educação para todos é uma realidade e um direito. Quando irão entender que o movimento de uma escola plural é mundial e inadiável?
    Existem, sim, leis e documentos específicos que  reafirmam e garantem o acesso a todos e destaca a inclusão das pessoas com NEE, entre elas, as que apresentam deficiência. É uma desculpa dizer que as escolas não estão preparadas, e não irão estar nunca, se não começarem a enfrentar a realidade, e isso só poderá acontecer quando abrirem suas portas e não apenas as rampas de acesso, isso apenas, não é suficiente. É preciso romper com as barreiras, com os preconceitos e com o medo do diferente. Alguns autores apontam que a educação inclusiva sustenta-se numa filosofia baseada na igualdade, na solidariedade e nos princípios democráticos. A  convivência com o diferente só favorece a aprendizagem. Portanto  educação inclusiva não é favor, não é concessão, não é só amor, é DIREITO, e é isso que precisamos entender de uma vez por todas. O ideário da inclusão deve ser concebido como  intervenção no real. Isto é, não se deve admitir que o alunado permaneça do lado de fora esperando a escola ficar pronta para recebê-los. Trata-se de mantê-la completamente aberta com a diversidade e partir dela. Para isto, será necessário quebrar resistências, remover barreiras físicas e atitudinais, enfrentando conflitos e contradições, revendo estratégias de aprendizagens, com ênfase na construção coletiva.
    Os pais são grandes aliados dos que estão empenhados na construção da nova escola brasileira. NÃO ESTAMOS SOZINHOS E TEMOS MUITO A APRENDER E ENSINAR. Ainda tenho muito a dizer... embora não seja agora... minha  indignação é imensurável.
A autora é Psicopedagoga e Coordenadora Pedagógica em Fortaleza.
ALÉM DE UMA QUERIDA AMIGA MINHA!!! DE LONGAS DATAS...

02/12/11

Natal na Ilha do Nanja - Por Cecília Meireles

Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor. Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam "substantivos próprios" e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim.

Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova — mas uma roupinha barata, pois é gente pobre — apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.

Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho — antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: "Boas Festas! Boas Festas!"

E ninguém, pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes — mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe — trata-se de uma ilha, com praias e pescadores ! — uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilha toda fosse um presépio. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!

Na Ilha de Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.

Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade. Os mortos vêm cantar com os vivos, nas grandes festas, porque Deus imortaliza, reúne, e faz deste mundo e de todos os outros uma coisa só. É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal.