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07/07/11

AUSÊNCIA - POR TÂNIA O'GRADY


APÓS QUASE 21 ANOS, RECEBO HOJE DE UMA COLEGA QUE SE TORNOU AMIGA QUERIDA
E "ESPECIAL", SUZANE LINDOSO (APELIDEI-A DE SUSSU).
 
Sinta só a relíquia que encontrei revirando meus alfarrábios!

Sussu
Pensei agora em como estarei no dia 18 deste e daí as ideias grávidas nasceram para mais alguns versos. Versos esses feitos para você.

AUSÊNCIA

Amanheceu diferente
Com cheiro de ausência
Com gosto de tristeza
No ar ficou o sonho
No coração a saudade...

O tempo parou num sorriso
E no momento da despedida
Um abraço foi dado
Tão vivo quanto o poente
Tão forte quanto a semente...

06/12/90

Não é incrível? Um grande beijo cheio de muito carinho.
 
RESPONDI:
SUSSU, MINHA AMIGA... É, EU DIRIA "CHOCRÍVEL"... MENINA QUE PRECIOSIDADE! SEUS GUARDADOS SÃO ÓTIMOS!!! TESOUROS! OLHA SÓ, SUA IDA PRA SP ME FEZ POETA!!! BACANÉRRIMO!!! AMEI, ESSA RELÍQUIA É MUITO SIGNIFICATIVA. OBRIGADA POR RESGATÁ-LA! E SEI BEM Q O ABRAÇO FORTE DADO CONTRIBUIU PARA FAZER AS SEMENTES BROTAREM... QTA COLHEITA BOA!!! BJO GRANDE.

O que se faz quando elas choram? Ivan Martins


Os homens ficam perplexos diante do choro das mulheres. Há nele alguma coisa que nos comove e nos confunde. Por quê? Os evolucionistas dirão que o choro talvez seja um instrumento evolutivo para conter a agressividade masculina, mas ninguém sabe. O fato é que as mulheres choram muito. Muito mais que os homens, quero dizer. Choram em festas, choram em filmes, choram, sobretudo, na intimidade. Conviver com uma mulher é aprender a vê-la chorar – e entender. Mas isso não é fácil. Leva tempo e exige experiência acumulada. Com o intuito de cortar caminho e facilitar a vida dos mais jovens, segue um breve guia sobre os diferentes tipos de choro, o que eles significam e como se deve lidar com eles. Se funcionar, será uma enorme surpresa:
1. Choro sem razão: esse é o mais comum e o mais frequente. A mulher parece nervosa e desata a chorar por uma banalidade qualquer. O controle remoto sumiu. Ou a calça de lã preta ficou apertada. Por trás disso, em geral, há um desarranjo hormonal periódico chamado de TPM. Algumas mulheres ficam irascíveis nesse período. Outras se tornam ultra sensíveis. Todas choram sem razão aparente. O melhor conselho é sair do caminho. Se isso for impossível, tente ser gentil sem chegar perto demais. Às vezes uma caixa de bom-bons resolve. Outras vezes é sexo, mas com risco de vida. Jamais – eu repito – jamais mencione a expressão TPM. Finja que você e ela não sabem a origem daquilo tudo.
2. Choro de tristeza: também esse é bastante comum. Por alguma razão ela está insatisfeita, em geral com ela mesma. Esse tipo de choro vem precedido de quietude e olhares magoados. Seu papel é sentar-se bem pertinho, passar o braço em volta dela e pedir para ouvir. Desligue a TV e esqueça o livro. A conversa será longa, mas tende a ter final pacífico e feliz. Se houver uma banheira por perto, é o lugar certo para uma esponjada final, demorada e carinhosa. Na falta dela, banho de chuveiro e massagem nos pés. Seu papel nesse caso é o de pai, mas fazendo depois coisas que ele não faria.
3. Choro de DR: é preciso ter cuidado para não confundir com o choro de TPM. Os sinais de nervosismo são os mesmos, mas este tem um motivo racional. Alguma coisa – real ou imaginária – está acontecendo e ela quer discutir a relação. Você não tem alternativa. Logo, ouça com atenção. Em meio ao choro e à catarata de argumentos emocionais, algo vai aparecer com clareza, em algum momento. Você fez ou deixou de fazer alguma coisa importante. Pode ser uma miudeza, como a data de início de namoro que passou batido, ou pode ser alguma coisa grave. Talvez ela queira morar junto ou casar ou ficar grávida. Talvez ela ache que você não goste mais dela. Em qualquer hipótese, seja racional, mas não perca a empatia. E tome extremo cuidado para não ser manipulado a fazer coisas que não deseja fazer apenas para aplacar o choro dela. Desde os tempos bíblicos há homens que perderam a cabeça por causa das lágrimas de uma mulher. Pergunte a João Batista.
4. Choro de raiva: em geral tem alguma frustração no meio. Pode ser o trabalho dela que não avança, pode ser a sua vagabundice em casa, pode ser aquela gostosinha que ficou dando bola para você na frente de todo mundo na festa. Pode ser também, a la Nelson Rodrigues, que ela esteja chorando por alguém que não é você, e a tratou mal. Choro de raiva é alto, envolve gritos, tem vocação para barraco. O melhor é acalmá-la e dar razão no que for possível. Depois se conversa.
5. Choro de desapontamento: o olhar que o antecede parece ao de tristeza, mas tem um brilho mais acusatório. Como você foi capaz? Por trás desse choro sentido pode haver uma situação facilmente contornável – como a sua impaciência com a mãe ou a melhor amiga dela – ou algo realmente explosivo, como a história maluca com a garota do trabalho. Se for a segunda hipótese, o choro é serio. Às vezes, ele significa que ela ainda gosta de você e, quem sabe, diante de uma catarse (seria bom você também cair no choro...) as coisas possam se arranjar. Outras vezes o choro é de luto. Nesse caso, ela está chorando a relação que acabou. Você já era.
6. Choro de adeus: esse mistura tristeza e culpa. Ela está explicando que não dá mais, e cai no choro. Nessas horas você está confuso, sente-se uma droga e tem vontade de chorar também, por estar levando um pé na bunda. Mas homem não chora, né? Essa, aliás, é a uma das coisas que o convívio com as mulheres deveria nos ensinar. Chorar. De tristeza, de raiva, de frustração, de mágoa. Chorar até sem motivo. Isso nunca fez mal às mulheres. Talvez faça algo por nós.

05/07/11

AMAR É... MAIS IMAGENS - BY TÂNIA O'GRADY











A MULHER QUE SABE AMAR - Artur da Távola

A mulher que sabe amar é mestra do homem. Jamais governanta.
A mulher que sabe a
mar não irrompe nem interrompe. Chega suave.
A mulher que sabe amar conhece a sua superioridade e os limites desta.
A mulher que sabe amar sabe ser mãe e ser um furor na cama.
A mulher que sabe amar jamais se deixa subjugar. Nem subjuga.
A mulher que sabe amar sabe que não basta ter razão. Precisa saber ter razão.
A mulher que sabe amar é o ser mais elevado que há na terra.
A mulher que sabe amar cala quando sabe não ser compreendida e fala na hora certa.
A mulher que sabe amar jamais diz: eu não falei que não ia dar certo.
A mulher que sabe amar compreende os filhos e sem pretender ensina amor ao marido.
A mulher que sabe amar por ser superior não se preocupa em mandar.
A mulher que sabe amar não sabe obedecer cegamente: ou compartilha ou se separa.
A mulher que sabe amar sabe tanto de moda quanto de arte.
A mulher que sabe amar educa sem reprimir e orienta sem impor.
A mulher que sabe amar fala baixo, não usa perfumes exagerados e ama a alma.
A mulher que sabe amar conversa com Deus e partilha com a família.
A mulher que sabe amar sente sua máxima realização quando amamenta.
A mulher que sabe amar tem orgasmo, é abençoada pela bondade.
A mulher que sabe amar não faz alarde de sua superioridade sobre o homem.
A mulher que sabe amar é a responsável pela sobrevivência da espécie humana.
A mulher que sabe amar jamais ouvirá de seu marido a frase:
Eu não tenho opiniões: tenho esposa...

Dica de Martha Medeiros



...

Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve pra montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é. Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de ´passou´. Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.
Martha Medeiros

O amor bom é facinho - Ivan Martins

Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.

01/07/11

BY TÂNIA O'GRADY - IMAGENS







SEJA UM PESSOA ALGODÂO - Lourival Lopes



Não seja uma pessoa-espinho,
a que sempre está soltando dardos,
da qual não se pode chegar perto
sem sofrer alguma coisa.

Seja pessoa-algodão, veludo.
Seja fácil de abordar,
de olhar nos olhos,
de dar as mãos,
de dialogar,
de descarregar o coração
ou recarregá-lo de esperança e paz.

Seja assim.

Toda vez que lhe vier um ímpeto para cutucar,
provocar, maldizer ou despejar desesperança,
recolha-se.

E se lhe vier a vontade de manifestar
bondade e alegrias, expanda-se.

Os espinhos da pessoa-espinho machucam mais a ela mesma, pois é ela que os carrega.