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09/03/12

Quando nasce o amor? Paulo Roberto Gaefke



Quando estamos carentes e alguém se
aproxima com as mãos estendidas?

Ou quando nos abrimos para vida e
despertamos paixões?

Será que existe uma lógica no amor?

Somos nós que decidimos a hora de
amar, ou o amor é realmente um laço,
um passo para uma armadilha?

Se podemos viver o amor, porque nos
ausentamos, porque nos decepcionamos
tanto e queremos fugir dele?

Por que apostamos tanto em alguém e
chegamos ao ponto de transferir nossa
felicidade para outras mãos?

Será medo da realidade, uma fuga de
nós mesmos?

Será que vivemos um amor onde apenas
a verdade, e somente a verdade seja a
base da relação?

Será que devemos evitar a máscara que
colocamos no amor?

Será que devemos ser tão realistas, secos,
para evitar a dor?

A dor, o amor, o calor, o desejo, o momento,
a vida, uma explosão de todas as cores, de
todos os sentidos...

Se você não se lembra mais, o amor provoca
vertigens, espalha fogo por todos os lados, é
um querer até sem querer, é uma transformação
radical em nosso metabolismo FISICO, MENTAL
e ESPIRITUAL.

Quando amamos chegamos mais perto dos anjos...

Por isso, se tiver que optar entre o vazio da razão
por medo de sofrer uma decepção e amargar seu
dia, ainda, assim, prefiro correr o risco do amor que
embeleza a vida, dá motivação renovada e transforma
o mundo, as pessoas e as atitudes, deixando tudo mais
bonito leve e eterno.

A emoção nunca se perde, as pessoas vão, partem,
mas fica sempre um perfume, uma recordação
gostosa, por isso, amar sempre vale a pena.

Só os tolos tem medo de amar...

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