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21/11/10

Contrata-se gente de coragem! Por Giselle Cardoso

O mercado procura pessoas corajosas que aceitam desafios. O medo nos impede de tentar. Acabamos desistindo por não saber o que vai acontecer. Para ter a capacidade de realização é preciso ter coragem. É fundamental estar atento ao que o mercado quer.

 Contudo, quem ainda não faz parte desse percentual, é sempre tempo de se renovar. Mas o que é preciso para se destacar?
 Em 2004, a revista Management indicou as competências que as empresas brasileiras mais procuram nos profissionais, e o resultado foi:
 A capacidade de realização 70%
Postura ética 57%
Criatividade e inovação 54%
Motivação 41%
Energia e dinamismo 35%
Inteligência emocional 34%
Autonomia 29%
Capacidade de equacionar problemas 26%
Capacidade de relacionamento pessoal 25%
 E isto não mudou muito nos últimos anos. Para ter a capacidade de realização é preciso ter coragem. É fundamental estar atento ao que o mercado quer para desenvolver sua carreira.
Mas afinal, o que é coragem?

"Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo." Mark Twain

O medo é uma emoção natural e saudável, na realidade é a garantia da nossa sobrevivência. O que preocupa, é seu excesso ou sua falta.
Na empresa ele pode ser resultado de situações reais como cobranças excessivas, ameaças, conflitos, desemprego ou pode estar relacionado a características pessoais e experiências vividas.
É possível verificar suas razões através de alguns comportamentos comuns que vão desde pessimismo, timidez, conformismo até mentiras e acusações.

Quero compartilhar com vocês esta história que recebi:

"Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro no outro, a qual haviam gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.
Nesta sala ele os fazia ficar em circulo, e então dizia: 'vocês podem escolher morrer flechados pelos arqueiros ou passarem por aquela porta e lá serem trancados'.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga soldado.
- O que havia por de trás de assustadora porta?
- Vá e veja.
O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta".

- Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
- Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
 O medo nos impede de tentar. Acabamos desistindo por não saber o que vai acontecer. Exatamente por este motivo, muitos profissionais perdem oportunidade de crescimento em sua carreira, por causa da insegurança gerada pelo medo. O mercado de trabalho procura pessoas assertivas, que tenham capacidade de assumir riscos na tomada de decisões.
É preciso arriscar. "Quem não arrisca, não petisca", já dizia o ditado popular. Mas, é fundamental, arriscar com controle e consciência, um "risco calculado". Assumir nossos medos, isto sim, nos impulsiona.
Viver é um risco, não há, enfim, ação humana que não traga algum risco. O que há são pessoas dispostas a enfrentar esses riscos, enquanto outras fogem deles.
O medo é natural, é uma necessidade da própria biologia, ligada à manutenção da vida, mas é preciso entendê-lo e enfrentá-lo. Coragem não é o oposto do medo. A coragem é um estado de superação, baseado na percepção das próprias capacidades e limitações, ou seja, no autoconhecimento. O corajoso não é um imprudente, ele tem medo, mas vence!

"Não há ação que não traga risco implícito. Mas ninguém alcança o sucesso sem enfrentar o desafio que é viver" Eugênio Mussak

Quem não tenta não corre riscos, mas também não consegue nada. É melhor enfrentar o risco de perder ao risco de não ganhar.
 

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