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04/06/12

CITAÇÕES DE CAIO F. ABREU


“Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: "Calma, eu estou com você”.
”Eu já quis que o destino me surpreendesse… Hoje eu só espero que ele não me decepcione”.

“Que novembro venha com bons ventos, que nos traga sorte e paz, que não nos deixe desanimados, por favor. Só por um mês, faça tudo dar certo, depois veremos o que fazer em dezembro.”
"Amigos não “são para essas coisas”, não. Isso é um clichê detestável, significando quase sempre que amigo é saco de pancadas, é uma espécie de privada onde o outro pode jogar dejetos, detritos imundos e dar a descarga. Amigos são para dividir o bom e o mau, mas também para deixarem as coisas sempre limpas entre eles — amigos devem ser solidários".
(Caio Fernando Abreu, carta a Guilherme de Almeida Prado).

"Não sei fazer “jogo social”. Até saberia, mas não me interessa, tenho preguiça".
 (Caio Fernando Abreu, carta a Guilherme de Almeida Prado).

"Eu “não resisto a uma baixaria bem brega”! Resisto sim. Tenho um passado hippie que me deixou muitas coisas boas. Estou sempre preocupado com a ética, com a beleza, com a dignidade. Sou educadíssimo, e fui criado de maneira muito católica, com toda aquela culpa de “maus” pensamentos, “mas” ações, e uma terrível nostalgia da “bondade”. (Caio Fernando Abreu, como a “Alice” do Woody Allen). 

"A memória da gente é safada: elimina o amargo, a peneira só deixa passar o doce". (Carta a Luciano Alabarse. Sampa, 1º de agosto de 1984.)
Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.

"Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida me enfia pela goela a baixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar um café e continuar."

"Vem, antes que eu me vá, antes que seja tarde demais. Vem, que eu não tenho ninguém e te quero junto a mim. Vem, que eu te ensinarei a voar."

"Amor não resiste a tudo, não. Amor é jardim. Amor enche de erva daninha. Amizade também, todas as formas de amor."

“Escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta."

Tu é diferente. Não é só diferente da maioria, é diferente de todos.

(...)Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções .

De repente a gente se encontra numa esquina, num outro planeta, no meio duma festa ou duma fossa, a gente se encontra, tenho certeza.

Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça, quero ser diferente, eu sou, e se não for, me farei.

Eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas.

"Cuide, cultive, queira o bem…O resto
vem!"

Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar.

Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.

"Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Não se perca, viu?"

"Então e assim, somos presente, passado e futuro. Tempo infinito num só, esse é o eterno."

Não se deixe entusiasmar a ponto de não conseguir distinguir amor de atração, amor de carência, amor de insegurança, amor de fantasia [...]

O desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.

E quem tem Deus no coração sabe que não a mal que vingue, nem inveja que maltrate, nem inimigos. Por que pra todo mal, há cura.

Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem.(...)






EVOLUIR - KARLA TABALIBA



Ignorar. Abstrair. Fingir mesmo que não vi. Deixar certas pessoas pensarem que ganharam a briga, e em troca, ganhar a tranquilidade. Dar importância ao que é realmente importante. E acrescenta. E me faz só bem. Não entrar na dança da mediocridade. Do baixo astral. Das más vibrações. Ficar em silêncio quando não tiver a capacidade de disparar doçuras e delicadezas por aí. Humildade e capacidade de reconhecer erros, são qualidades que não se impõe a ninguém. São coisas que a vida ensina. Os dias, os tombos. Não vou tentar forçar. Exigir que todos tenham. Vou buscar corrigir meus defeitos. Tenho alguns que até criaram raízes. Nem sempre conseguirei agir assim. Mas tentar é sempre um bom começo rumo à evolução espiritual. Em busca da verdadeira beleza de ser. Leve. E de bem com a vida. E carregada de boas vibrações. Plantar delicadezas, pra colher a paz. É só isso que eu preciso pra manter um sorriso de verdade. No rosto e na alma.

A MULHER E SUAS GORDURINHAS - FERNANDA MELLO



Há dois tipo de mulheres no mundo: as que tem medo de engordar. E as que nos matam de inveja. Exagero meu? Pois bem. Se você é uma sortuda que nunca se preocupou com a balança (e ainda não tem celulite), então peço já que pare de ler este texto. (E nem fale mais com a gente, obrigada!).

Manter o peso ideal é, para as mulheres, algo como descobrir a cura de uma alguma doença grave ou até mesmo acabar com o efeito estufa no planeta. Difícil, quase impossível. Não, por favor. Não somos fúteis, não pensamos só em aparência. Lemos Rimbaud. Declamamos Bob Dylan. Conhecemos a vida dos pintores renascentistas. Meditamos 10 minutos por dia. Mas tomamos leite condensado na lata. Somos gulosas pela vida. E por tudo que leva chocolate. O que não queremos (pra ser bem sincera) é ver o efeito estufa instalado em nossos abdômens. Nem em nossos bumbuns.

Antes de começar a escrever esse texto, eu tinha como tema algo inteligente como “é preciso ter alma leve”, mas... querem saber? Eu estou de dieta. Pão integral, iogurte desnatado, aquela baboseira toda de grapefruit (onde já se viu alguém comer isso, gente?)

Vivo numa sociedade que tem uma padrão estético nas alturas, então, por favor. Me deixem querer ser leve por dentro e por fora, não quero fazer pose de “sou Cult, só uso preto, só escuto Velvet Underground e não ligo pra ter pança”. EU LIGO.

Óbvio que não sacrifico minha saúde para ficar bonita, mas me encontro, no presente momento, em Rehab pelo meu último vício adquirido: as infernais balas Dadinho. Alguém já colocou aquilo na boca? Pois então. NÃO COLOQUEM. O vício é certo, depois da 4ª vez, você sempre irá querer mais. E mais... E o dinheiro vai... A gordurinha vem. Até que um amigo seu das antigas (que passou um mês viajando) te encontra e pergunta: tá bonita, engordou um pouquinho? PRONTO. Acabou o mundo. O humor. Mesmo tendo um namorado que sempre acha que eu posso engordar um tiquinho (homem fala que tem que ter ONDE pegar, nunca entendi isso. Eu posso estar seca e ter um TANTO de lugar pra ele pegar, se é que vocês me entendem).

Antes que vocês me chamem de louca (por eu não sou gorda e etc e tal), eu vou informa-las: eu não ESTOU gorda. Mas posso vir a ficar se desandar a comer do jeito que eu gosto. Eu não tenho esse metabolismo acelerado que as modelos dizem ter (pra mim isso se chama mais “dedo na guela” que outra coisa). Se eu não estou gorda é porque eu só como bobagens nos finais de semana e malho feito uma condenada todos os dias. Só pra ter o prazer de devorar um pote inteiro de Haagen-Daz sem o menor peso da consciência. E jantar direito com meus amigos (que, por sinal, comem tão bem quanto eu).

Bom, o que eu quero dizer com tudo isso? Sinceramente, NADA PROFUNDO. Só quero desabafar e dizer que dieta é um saco, que queijo Cotagge é a pior coisa do mundo, que pós de proteína me dão ânsia de vômito e que um nutricionista que manda você colocar UMA rodela de tomate e orégano em cima de UM biscoito de água e sal como “lanche da tarde” deve ser mandado pro Umbral (aquele lugar medonho, do filme Nosso lar).

Em resumo, é isso. Eu admiro DE VERDADE quem se sente bem com qualquer peso, mas estou a léguas de ser tão bem-resolvida. Também não vou me rebelar contra os padrões, já que só comi 600 calorias até agora e estou com um sono danado.

Pra você, magra de ruim, que come tudo o que vê pela frente e não engorda... Pra Camila, que nasceu com aquele corpo incrível... E pra você, mulher cheinha e bem-resolvida, que come até falar chega, engorda e ainda se sente SUPER BEM, eu só tenho uma coisa pra dizer: EU MORRO DE INVEJA DE VOCÊS.

Bitches!

Obrigada pela atenção.

PS: Esse texto me deixou tão relaxada que resolvi comemorar com 5 maravilhosos canudinhos de doce-de-leite. FODA-SE!



‎"Cuide-se como se você fosse de ouro...
Ponha-se você mesma de vez em quando numa redoma e poupe-se."
(Clarice Lispector)


 

REENCONTRO - Karla Tabalipa


Hoje consigo aceitar que se não me faz bem, não é pra ser. Estou certa de que Deus fecha uma porta e abre duas janelas. Que é só me virar pro sol que não consigo ver a sombra. Que algumas pessoas são sim substituíveis. Que paixões vão e vem e que amor de verdade não termina! Hoje só minha consciência pode me condenar, e sem falsa modéstia, raramente isso acontece! Valorizo cada erro que cometi, pois embora pareça clichê, eles me fizeram crescer, ser quem sou, e valorizar ainda mais meus acertos. Não esqueço o passado, mas poucas coisas que passei eu gostaria de reviver. Tenho a sorte de poder dizer que hoje é melhor que ontem, e as pessoas que me cercam hoje são tão preciosas quanto muitas que ficaram pra trás por falta de opção, e mais do que todas que escolhi deixar pra trás! Quem não me merece não vai me ter por perto, e me sinto digna de ter por perto quem eu desejar ter. Minhas atitudes independem da atitude de outra pessoa, e nem sempre eu digo o que condiz. Espero ser fraca muitas vezes nessa vida, diante das tentações que ela me oferecer. Voltei a ser o que era há alguns anos, tive um reencontro comigo, com a diferença de que dessa vez não é qualquer pessoa que vai me desviar do que eu realmente quero. Não me anulo por mais ninguém, e hoje em dia, ninguém me inspira mais do que eu mesma!

VC CONSEGUE SENTIR? Karla Tabalipa



A gente encontra no café, no meio da tarde. No nascer do sol, anunciando mais um dia onde podemos fazer tudo ser mais bonito. No sorriso de um filho quando acorda. Na oração antes de dormir. A gente encontra na caminhada no fim do dia, no olhar de um moço na rua... Nos pés cansados de dançar. No livro preferido + coca-cola e chocolate. Na animação em 3D, no e-mail daquela pessoa. Na comida da avó, no colo da mãe, na voz do pai contando histórias da juventude. A gente encontra nas horas de conversa ao telefone com as amigas, no tempo jogado fora na internet, na poesia mais linda, que parece ter sido feita pra gente. A gente encontra em todo lugar, quando se permite enxergar. Porque a paz cabe nos menores lugares, nos grandes momentos pequenos e anda de mãos dadas com a simplicidade.

Dentro de um abraço - Martha Medeiros


                                               
AOS QUE POR AQUI PASSAREM... RECEBAM UM ABRAÇO BEM AFETIVO, SUTIL E POÉTICO.
"Mas o melhor do abraço não é a ideia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante." Ana Jácomo


ÓTIMA CONTRIBUIÇÃO DE ELISETE PENA! ADOREI... AMO M. MEDEIROS!




Onde é que você gostaria de estar agora, nesse exato momento?

Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praia
s do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.

Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.

E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?

Meu palpite: dentro de um abraço.

Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.

Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incer-ta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.

O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.

Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à beiramar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?

Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste.
(LIVRO: Feliz Por Nada)

PALAVRAS: UM ETERNO CASO DE AMOR + CITAÇÕES DE FERNANDA MELLO


PALAVRAS: UM ETERNO CASO DE AMOR

Para mim, poucas coisas são melhores que escrever. A ideia aterrissa de repente e o mundo – como por encanto – parece parar. O tempo se recolhe. Tudo fica suspenso. E é só colocar o dedo no teclado (ou a caneta no papel), que o relógio instantaneamente dá seu click. A imagem descongela. A página em branco toma vida. E a história começa – sutilmente – a se desenrolar. (Mesmo que dentro de mim).
Não tem jeito. Palavras ditam minha ordem. Moldam meus capítulos. Me mostram quem sou.  (E quem, na verdade, eu poderia ser). Ao escrever, tudo torna-se possível. É meu reino imaginário, onde vez por outra encontro traços reais de mim mesma.
Em palavras, eu me encontro. É a hora onde eu me sinto mais livre. Mais completa. E descubro as minhas diversas faces. Fases. E frases.
Em versos, percebo meus lados incertos. Inversos. Minhas dúvidas, devaneios e reticências... E, mesmo que me assustem, estou ali: escrita. Pronta para me ler. Reler. E me editar.
É, escrever, para mim, é meu melhor exercício. De autoaprendizado. De humildade. De aceitação. É minha terapia gratuita, tendo – como psicóloga – a mais travessa das filósofas: a literatura.
Por isso, quando as letras surgem... Bom, deixo que elas me levem! Aonde eu vou chegar? Não sei. Mas, não importa. De mãos dadas com as palavras, espero que eu consiga, de alguma forma, encontrar respostas para minhas eternas perguntas ou – quem sabe? – descobrir um pouco mais sobre mim. O que já vale, na minha opinião, um bom texto. Ou a vida.

 (Palavras, eu nos declaro, marido e mulher.) FERNANDA MELLO



‎"Hoje é dia de letra nova. De página em branco. De frio na barriga. Escrever pode ser doloroso. Pode ser reconfortante. Pode ser terapia. Mas não importa. Palavras me constroem. E me vestem. Mostrando o que – por hora – eu não quero mais esconder".




(...)

Primeira página sempre causa certo desconforto.
Encantamento. Medo. Excitação.
Sentimentos dignos somente de grandes estreias.
Está tudo ali: disponível. Em branco.
À espera da palavra. Da promessa. Do grande ato inaugural.

(Escrever é um abismo.)

Por isso começo sempre na segunda página.
Que na verdade é primeira mas funciona sem ser.
É como se o peso da responsabilidade desse uma volta
e me permitisse escrever sem medo de violentar o vazio.

Palavras me inventam.

(O que será que eu reservei para mim?)
 
 


‎"Sonhos são molas que nos impulsionam. São minha inspiração e força. São a minha fé. Ao meu ver, quem não sonha (nem que seja um pouco, quando ninguém está olhando), nunca se sente vivo de verdade. 
Mas como tudo tem dois lados, é bom ficar de olhos abertos. Ou melhor: com os pés bem fincados no chão. Viver só de sonhos não basta. Quem se alimenta apenas de ilusão, perde a realidade da vida e se esconde em um mundo paralelo. Complicado, não? Também acho. Haja discernimento para viajar, se aventurar nas estrelas e saber a hora certa de voltar!"
 

"A vida não está aí apenas para ser suportada ou vivida, mas elaborada.
Eventualmente reprogramada. Consientemente executada.
Não é preciso realizar nada de espetacular.
Mas que no mínimo seja o máximo que a gente conseguiu fazer consigo mesmo."



"Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é. "



"Eu não quero promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos. Não, não e não. Eu não quero dor. Eu não quero olhar no espelho e ver você escorrer, manchando minha cara bonita."






 FERNANDA MELLO É escritora, compositora e redatora.