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13/05/11

SOBRE OS GRANDES AMIGOS... Letícia Thompson

"Há pessoas que nos fazem crescer. Os grandes amigos estão incluídos nessa categoria. A eles então nossas portas podem ser abertas e as palavras poderão fluir, até que nos sintamos mais leves.
E há ainda e, principalmente, Aquele que mesmo conhecendo nosso íntimo melhor ainda que nós, aceita e pede que nosso coração se abra.
Ele nos pega nos braços, seca nossas lágrimas e nos carrega no colo. Ele nos leva até a praia e nos apresenta o raiar do dia e o pôr-do-sol... nos diz que a natureza também dorme, acorda e chora às vezes, mas que assim é a vida e que o importante mesmo é continuar de pé, buscando um mundo melhor."
 

COMETA BOBAGENS - Fabrício Carpinejar

Cometa bobagens. Não pense demais porque o pensamento já mudou assim que se pensou. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Lembramos do porre, do fora, do desaforo, dos enganos, das cenas patéticas em que nos declaramos em público. Cometa bobagens. Dispute uma corrida com o silêncio. Não há anjo a salvar os ouvidos, não há semideus a cerrar a boca para que o seu futuro do passado não seja ressentimento. Demita o guarda-chuva, desafie a timidez, converse mais do que o permitido, coma melancia e vá tomar banho de rio. Mexa as chaves no bolso para despertar uma porta. Cometa bobagens. Não compre manual para criar os filhos, para prender o gozo, para despistar os fantasmas. Não existe manual que ensine a cometer bobagens. Não seja sério; a seriedade é duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa. Quem ri não devolve o ar que respira. Não atravesse o corpo na faixa de segurança. Grite para o vizinho que você não suporta mais não ser incomodado. Use roupas com alguma lembrança. Use a memória das roupas mais do que as próprias roupas. Desista da agenda, dos papéis amarelos, de qualquer informação que não seja um bilhete de trem. Procure falar o que não vem à cabeça. Cantarolar uma música ainda sem letra. Deixe varrerem seus pés, case sem namorar, namore sem casar. Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar. Leve uma árvore para passear. Chore nos filmes babacas, durma nos filmes sérios. Não espere as segundas intenções para chegar às primeiras. Não diga “eu sei, eu sei”, quando nem ouviu direito. Almoce sozinho para sentir saudades do que não foi servido em sua vida. Ligue sem motivo para o amigo, leia o livro sem procurar coerência, ame sem pedir contrato, esqueça de ser o que os outros esperam para ser os outros em você. Transforme o sapato em um barco, ponha-o na água com a sua foto dentro. Não arrume a casa na segunda-feira. Não sofra com o fim do domingo. Alterne a respiração com um beijo. Volte tarde. Dispense o casaco para se gripar. Solte palavrão para valorizar depois cada palavra de afeto. Complique o que é muito simples. Conte uma piada sem rir antes. Não chore para chantagear. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer. É preferível a coragem da mentira à covardia da verdade.

GOSTO BASTANTE DESSAS IMAGENS COM CITAÇÕES!!!

























10/05/11

A grande viagem do espírito: A Vida! - Wagner Borges


A vida não espera.
Por onde você for, o tempo não pára, mesmo que você queira.
O que ficou, ficou...
O que se foi, passou...
É a vida em movimento. Somos viajantes eternos em suas trilhas.

Parece que somos passageiros na eternidade, mas a verdade é outra: somos eternos dentro do temporário. Ou seja, somos o eterno no movimento da vida que segue...
Na natureza, tudo passa! O traço característico da existência é a impermanência.
As coisas mudam, sim, mesmo que você não queira. Pessoas e situações vão e vêm em nossas vidas, entram e saem na esfera de ação do nosso viver. Isso é assim mesmo!
Há um tempo para tudo: o amanhecer, o meio-dia e o anoitecer. Da mesma forma, há um tempo para semear e colher; nascer, viver, partir, renascer e seguir...

Tudo passa! O que marca é a experiência adquirida.
As culpas e mágoas também passam!
No rio da vida, as águas do tempo curam tudo, pois diluem no eterno as coisas passageiras.
As coisas estranhas que aconteceram, os dramas que rolaram e as palavras que feriram também passam... se você permitir. Sim, se você se permitir notar que o tempo leva tudo, e que a vida segue... mesmo que você esteja emburrado agora.
Aquele ranço antigo ou aquelas emoções apagadas que, vez por outra, bloqueiam a sua alegria, fazem parte do que é temporário, mas você é eterno.
Essas emoções passam por você, mas que tal virar o jogo?

Que tal passar por elas, sem se deter, apenas tirando a experiência e seguindo na vida?
Sim, tudo passa mesmo! As estações se sucedem no tempo certo: primavera, verão, outono e inverno. Isso não é bom ou ruim; é apenas natural. Como é natural o espírito imperecível entrar e sair dos corpos perecíveis ao longo da cadeia reencarnatória. Como é natural seguir para frente, pois o tempo não pára e a vida segue...
E, do centro da Consciência Cósmica, o Grande Arquiteto Do Universo, o Supremo Comandante de todas as vidas e de todos os tempos sorri e diz a todos:
"Tudo passa, menos o Meu Amor por todos.

As experiências vão, mas o aprendizado fica.
É impossível deixar de existir, pois a evolução é inevitável!
Todos estão destinados à Consciência Cósmica, mesmo que não entendam isso agora. Porém, se o desentendimento é passageiro, a felicidade advinda do processo de evoluir continuamente será imperecível.
Tudo a seu tempo!
Enquanto evoluem e aprendem a arte de viver, passem e vivam... e não se detenham até alcançar a meta!
O Amor é o que vale"!

(Estes escritos são dedicados às pessoas que perderam seres amados, seja pelo motivo que for. Que a luz do discernimento e dos sentimentos mais elevados possa devolver a elas o tesão de viver e o gosto de aprender novas lições na existência. Que elas percebam que cada dia leva consigo a maravilha do momento, que sempre passa...
Que elas se permitam ser felizes novamente, somente pelo motivo de que existir é um privilégio. E viver é fantástico)!

Paz e Luz.
(São Paulo, 19 de agosto de 2004.)
NOTA: Enquanto eu passava estes escritos a limpo, lembrei-me de um maravilhoso texto do sábio hindu Sry Aurobindo (1872 –1950). Penso que sua inspiração espiritual possa ser um presente para os leitores, bem aqui no fim destes escritos que, como a vida, também passam... e ensinam!
Seguem-se as suas belas palavras numa verdadeira seqüência luminosa, dedicada Àquele Poder Maior que é a causa da vida de todos nós, temporários na aparência, eternos na essência.



A SABEDORIA DE SRY AUROBINDO

...Levanta teus olhos em direção ao Sol.
Ele está lá nesse maravilhoso coração de vida e luz e esplendor.
Observa, à noite, as inúmeras constelações cintilando como outras tantas fogueiras solenes do Eterno no silêncio ilimitado, que não é nenhum vazio, mas pulsa com a presença de uma única existência calma e tremenda.
Olha lá Orion, com sua espada e cinto brilhando, como brilhou aos antepassados Arianos há dez mil anos atrás, no começo da era Ariana; Sírius no seu esplendor, e Lyra percorrendo bilhões de milhas no oceano do espaço.

Lembra-te que estes mundos inumeráveis, a maior parte deles mais poderosos que o nosso próprio, estão girando com velocidade indescritível ao aceno desse Ancião dos Dias, a quem ninguém, exceto Ele, conhece, e contudo são milhões de vezes mais antigos que teu Himalaia, mais firme que as raízes de tuas colinas e assim permanecerão até que Ele, à sua mercê, sacuda-os como folhas murchas da eterna árvore do Universo.
Imagina a perpetuidade do Tempo, considera a incomensurabilidade do Espaço; e então lembra-te que, quando estes mundos ainda não existiam, Ele era ainda o Mesmo.
Observa que além de Lyra, Ele está, e no longínquo Espaço onde as estrelas do Cruzeiro do Sul não podem ser vistas, ainda assim Ele lá está.
E então volta à Terra e considera quem é este Ele.
Ele está bem perto de ti.

Repara naquele homem idoso que passa perto de ti, abatido e curvado, apoiado em seu bastão. Imaginas tu que é Deus quem está passando?
Há uma criança rindo e correndo ao sol. Podes tu ouvi-Lo nesse riso?
Não, Ele está ainda mais próximo de ti. Ele está em ti, Ele é tu mesmo.
És tu que ardes lá longe, há milhares de milhas de distância, nas infinitas extensões do Espaço, és tu que caminhas com passos confiantes sobre os turbulentos vagalhões do mar etérico.

És tu que colocaste as estrelas em seus lugares e teceste o colar de sóis, não com mãos, mas por este Yoga, esta Vontade silenciosa, impessoal e inativa, que te colocou hoje aqui, ouvindo a ti mesmo em mim.
Olha para cima, oh filho do Yoga antigo, e não sejas mais medroso e céptico; não temas, não duvides, não lamentes, porque em teu aparente corpo está Aquele que pode criar e destruir mundos com um sopro.

- Sry Aurobindo -
(Texto extraído do maravilhoso livro "Sabedoria de Aurobindo" – Editora Shakti.)

Lei Hermética - Fonte: Sem Fronteiras para o Sagrado / Hermetismo / Tat Tvam Asi

Ao ler o título da apresentação, lembrei do significado da palavra hermético: um fechamento perfeito - um recipiente hermético. Deriva do nome Hermes Trismegisto, o deus egípcio Toth, que é uma representação do poder intelectual. Do nome de Hermes derivou o termo "hermético" e o "hermetismo", que significam "aquilo que é fechado, restrito".

Na minha pesquisa, a melhor definição para o hermetismo consiste, de forma sincrética, no estudo e prática da evolução e expansão da consciência humana até a Consciência divina, penetrando assim nos mais profundos mistérios da Criação, o que ficou conhecido como iniciação ou iluminação no Oriente.

São sete as principais leis herméticas, estas se baseiam nos princípios incluídos no livro "O Caibalion" que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion seria um derivado grego da mesma raiz da palavra Cabala que, em hebraico, significa "recepção".

Lei do Mentalismo: "O Todo é Mente; o Universo é mental."

Lei da Correspondência: "O que está em cima é como o que está em baixo. E o que está em baixo é como o que está em cima."

Lei da Vibração: "Nada está parado, tudo se move, tudo vibra."

Lei da Polaridade: "Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados."

Lei do Ritmo: "Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação."

Lei do Gênero: "O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios, masculino e feminino, o gênero manifesta-se em todos os planos da criação."

Lei de Causa e Efeito: "Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas nenhum escapa à Lei."


“A energia mental é dádiva de Deus e só deve ser utilizada para bons propósitos e com boas intenções.”  
(Arnold Krumm-Heller Huiracocha)








O MILAGRE DE ESTAR ATENTO - OSHO

A pessoa precisa começar observando o corpo...
Caminhando... Sentando... Indo para a cama... Comendo...
A pessoa deveria começar pelo mais sólido, pois isso é mais fácil, e então deveria se mover para experiências mais sutis. A pessoa deveria começar observando pensamentos, e quando ela ficar especialista em observar pensamentos, então deveria começar a observar sentimentos.
Depois que você sentir que pode observar seus sentimentos então deveria começar a observar seus estados de ânimo ainda mais sutis e vagos do que seus sentimentos.
O milagre do observar é o de que enquanto você observa o corpo, seu observador se torna mais forte...enquanto você observa os pensamentos, seu observador se torna mais forte ainda....enquanto você observa os sentimentos, o observador se torna ainda mais forte... quando você observa seus estados de ânimo, o observador é tão forte que pode permanecer ele mesmo.
Observar a si mesmo, é como uma vela numa noite escura que ilumina não apenas tudo à volta, mas também a si mesma.
Observar é um processo eterno; você sempre vai se aprofundando, mas nunca chega ao fim, quanto mais fundo você for, mais fica consciente de que entrou num processo eterno, sem nenhum começo e nenhum fim...
Mas as pessoas estão observando somente os outros, elas nunca se importam em observar a si mesmas.
Todo mundo está observando este é o observar mais superficial. O que o outro está fazendo, o que o outro está vestindo, como ele aparenta...
Todo mundo está observando; o observar não é algo novo a ser introduzido em sua vida. Ele apenas precisa ser aprofundado, tirar dos outros e direcionar a seus próprios sentimentos interiores, pensamentos, estados de ânimo e, finalmente, ao próprio observador...
"Dois polacos foram dar uma volta e de repente começou a chover...
-Rápido...disse um deles..."abra o seu guarda-chuva.“
“Não vai ajudar em nada”, disse seu amigo, "meu guarda-chuva está cheio de furos.”
"Então por que cargas d'água você o trouxe?" ..."Porque não achei que ia chover.”
Você pode rir muito facilmente dos atos ridículos das outras pessoas, mas você já riu de você mesmo?
Você já se pegou fazendo algo ridículo?
Não, você se mantém completamente sem se observar. Toda a sua observação é a respeito dos outros e isso não é de nenhuma ajuda.
Use essa energia da observação para uma transformação de seu ser. Isso pode trazer para você tanta bem-aventurança e tanta bênção que você nem mesmo pode sonhar a respeito.
Um processo simples, mas uma vez que você comece a usá-lo em você mesmo, ele se torna uma meditação.
Pode-se fazer meditações a partir de qualquer coisa. Qualquer coisa que o leva a você mesmo é meditação e é imensamente significativo encontrar sua própria meditação, pois nesse próprio encontrar você encontrará imensa alegria. E porque é o seu próprio encontrar, e não algum ritual imposto sobre você, você adorará entrar fundo nela.
Quanto mais fundo você entrar nela, mais feliz você se sentirá – tranqüilo, mais silencioso, mais integrado, mais majestoso, mais gracioso.
Observe o seu corpo e você ficará surpreso. Posso mover minha mão sem consciência e posso movê-la com consciência.
Você não perceberá a diferença...
Mas eu posso sentir a diferença. Quando a movo com consciência, há uma graça e uma beleza nela, uma serenidade e um silêncio.
Você pode caminhar estando atento a cada passo; isso lhe dará todo o benefício que o caminhar pode lhe dar como exercício, mais o benefício de uma meditação simples fantástica.
Você não deveria deixar passar inconscientemente nem mesmo um único momento...
A observação afiará a sua consciência. Essa é a religião essencial, e tudo o mais é apenas conversa.
Mas Waduda, você me pergunta: "Existe algo mais?”
Não, se você puder fazer somente a observação, nada mais é necessário. Meu esforço aqui é fazer a religião tão simples quanto possível...
Todas as religiões fizeram justamente o oposto: elas fizeram as coisas muito complexas, tão complexas que as pessoas nem ao menos as tentaram.
Eu lhe ensino... simplesmente encontre um único princípio que se harmonize com você, que esteja em sintonia com você, e isso é suficiente."

Por que buscamos tanto as tais dicas de relacionamento? Rosana Braga

Outro dia, conversando com um grupo de amigas, disse que acreditava que nossos relacionamentos poderiam ser muito mais maduros e nós sofreríamos muito menos se aprendêssemos, desde cedo, não só em casa, mas também na escola, a como criar dinâmicas e comportamentos mais coerentes e mais conscientes.
 Imediatamente, fui criticada. A autora da crítica argumentou que sentimentos não podem ser ensinados e que o amor perderia a graça se fosse teorizado numa disciplina escolar. Tentei explicar: não se trata de ensinar sentimentos, mas, sim, de usar toda a história da humanidade para compreendê-los, para perceber e admitir nossas crenças limitantes, além de valores e éticas que têm a ver com a nossa cultura, mas que nem sempre são compatíveis com o que desejamos para nossas vidas. Enfim, uma disciplina, sim, mas não para ensinar amor, já que este é um sentimento inato. Uma disciplina com "dicas de relacionamento", falando no popular.
 Claro que seria embasado em pesquisas e estatísticas, bem como nas culturas e em diversos autores e estudiosos no assunto, afinal, não podemos aprender nada.
Mas o fato é que cada vez mais essa idéia me fica reforçada. Basta observarmos como temos necessidade de buscar as tais dicas de relacionamentos. Claro! Muito natural! E muito bom que façamos isso, inclusive! Felizmente, temos sede de evolução, amadurecimento e felicidade! O que seria de nossa inteligência afetiva se não fossem as pessoas interessadas em compreender o complexo universo humano e, especialmente, dos sentimentos e das relações? Por isso, parabéns a quem não desiste, apesar das críticas! Apesar dos céticos... 
A razão de, muitas vezes, nos sentirmos tão perdidos e confusos nos relacionamentos, nos amorosos principalmente, é que pouquíssimos receberam um norte, uma direção. A maioria nunca ouviu falar sobre como lidar com sentimentos como ciúme e insegurança de um modo saudável! Pelo contrário, nos ensinaram que o certo é fazer "joguinho" em vez de falar clara e objetivamente sobre os sentimentos. Disseram que era melhor fingir, fazer o estilo "não tô nem aí", do que expressar os verdadeiros desejos.
 Sexualmente, então, o que ouvimos de bobagem ao longo da vida e até aprender, a duras penas, quem somos e o que realmente queremos, não é brincadeira! Quebramos a cara inúmeras vezes, desperdiçamos prazeres e carinhos aos montes. Enfim, ainda hoje cometemos erros primários porque estamos todos enredados na mesma armadilha!
 Na tentativa de acertar e ser feliz, é claro que vamos errar sempre. Somos humanos. Somos imperfeitos. Estamos todos em processo de evolução. Mas, certamente seria bem mais fácil se aprendêssemos de uma vez por todas que o melhor é -em qualquer circunstância- sermos coerentes com o que pensamos, sentimos e fazemos. Numa simples discussão, por exemplo, se falássemos exatamente o que estamos sentindo, evitaríamos transtornos, desgastes e tristezas desnecessárias. Mas o problema é que algumas pessoas nem sabem identificar o que estão sentindo...
 Por fim, deixaríamos de implorar amor, de nos sentirmos tão reféns do outro, de acreditar que temos controle total sobre os acontecimentos. Viveríamos mais espontaneamente. Aceitaríamos mais os "não", sabendo que "não querer" é um direito do outro e não um castigo pessoal. Confiaríamos mais no fluxo da vida. Perceberíamos mais o poder do tempo e como tudo vai se encaixando quando temos paciência e sabedoria para esperar, para não forçar.
 Essas e outras serão as "dicas" de relacionamento que eu darei assim que conseguir aprovar uma disciplina chamada AMOR nas escolas e universidades. Porque mesmo sem saber se um dia isso vai acontecer, ainda aposto que poderíamos ser bem mais felizes se admitíssemos que não basta amar, é preciso saber como transformar esse lindo sentimento em atitudes efetivas, consistentes e construtivas!