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05/11/10

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA - Martha Medeiros

 
A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".  Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
 Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil.
 No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. Se é a psicologia que se almeja, pouco tempo sobrará para fazer o curso de odontologia.
 Não se pode ter tudo.  No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
 As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços. Escolha. Morar em Londres ou numa chácara? Ter filhos ou não? Correr de kart ou entrar para um convento? Fumar e beber até cair ou virar vegetariano e budista?
 Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas. Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado, viver de poesia e dormir em hotel 5 estrelas. No way.
 Por isso é tão importante o autoconhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.
 Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
 A estrada é longa e o tempo é curto.
Quanto menos a gente errar, melhor.
 "Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata." (Drummond) .
 Cure o passado. Viva o presente. Sonhe o futuro!

2 comentários:

  1. Gostei muito do seu blog. Você é uma pessoa sensível e criativa e propõe textos lindos e reflexivos. Parabéns.

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    Respostas
    1. HELENA, FICO IMENSAMENTE FELIZ COM SUAS VISITAS E MAIS AINDA COM SEU GENEROSO COMENTÁRIO. OBRIGADÃO MESMOOO. VOLTE MAIS VEZES... TÂNIA
      AH, VISITE TB A PÁGINA NO FACEBOOK, CURTA E COMPARTILHE AS FOTOS QUE DESEJAR.
      AGUARDO VC LÁ:
      TÂNIA - SER FELIZ DE BEM COM A VIDA
      COMUNIDADE

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